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Ator comenta sua participação em O Cavaleiro Solitário

Arquivo Geral

14/07/2013 11h00

Há alguns anos Johnny Depp decidiu que era hora de dar início a um projeto que estava em sua cabeça fazia algum tempo.

 

O produtor Jerry Bruckheimer — um colaborador frequente que fez os filmes de enorme sucesso Piratas do Caribe, nos quais Depp estrelou como o adorável Jack Sparrow — ficou intrigado com a ideia de fazer uma versão contemporânea para o cinema de O Cavaleiro Solitário, a série clássica da TV dos anos 1950 sobre um caubói mascarado que luta contra o crime com seu parceiro Tonto, mas o projeto ainda precisava ser desenvolvido — até que Depp, com seu jeito muito peculiar, tomou a frente.

 

Depp, como é típico dele, achou que a melhor maneira de fazer as coisas acontecerem seria se vestir como o personagem Tonto. Ele pediu a ajuda de dois amigos próximos, o maquiador Joel Harlow e o fotógrafo Peter Mountain — e partiu para criar sua versão distinta de como Tonto seria, na esperança de convencer Bruckheimer e o estúdio Disney a darem o sinal verde. 

 

Depp, é claro, é um mestre do disfarce e um brilhante ator de personagem bem como um dos mais adorados protagonistas em Hollywood. Ele baseou seu ‘visual’ para Tonto em uma pintura que havia visto de um índio guerreiro norte-americano e adotou adornos próprios e singulares. 

 

O resultado foi espetacular e convenceu Bruckheimer—e também o Estúdio Disney— que era hora de O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger) e de Tonto voltarem a cavalgar juntos na telona.

 

“Eu estava fazendo O Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary) com Bruce (Robinson) em Porto Rico, e já tinha visto uma pintura de um índio guerreiro norte-americano com listras no rosto”, explica Depp. 

 

“Eu pedi ao meu maquiador Joel Harlow, que é um gênio, para me ajudar a montar algo. Então, nós fizemos a maquiagem e eu pedi ao fotógrafo Peter Mountain que tirasse umas fotos. 

 

“Nós vestimos aqueles trajes e começamos a fotografar e depois Peter imprimiu as fotos e me mostrou, e eu disse: ‘É, acho que nós o encontramos e agora ele precisa ganhar vida’. Eu liguei para Jerry e disse: ‘Olha, quando eu voltar a Los Angeles queria muito conversar com você’.” 

 

“E então nós nos encontramos e eu dei a ele umas cinco ou seis fotos e Jerry disse: ‘É fantástico. Quem é?’ E eu respondi: ‘Sou eu!’. E Jerry disse: ‘Jesus! Posso ficar com elas?’. E eu respondi: ‘Pode, claro, mostre aos meninos’”.

 

“E eu também mostrei as fotos a Dick Cook [ex-presidente do Estúdio Walt Disney] e as reações foram todas muito positivas. Eu acho que havia algo do Capitão Jack Sparrow, um personagem estilo Capitão Jack. E todos ficaram empolgados, inclusive eu, e depois eu procurei Gore (Verbinski), para que ele dirigisse o filme.”

 

O diretor logo disse “sim” e isso significou que a equipe criativa por trás dos fabulosos filme de sucesso dos Piratas do Caribe — Depp, Bruckheimer e Verbinski, que chefiaram os primeiros três filmes — estavam juntos de novo.

 

O jovem ator em rápida ascensão Armie Hammer (Rede Social, J. Edgar) interpreta John Reid em uma história sobre origens que revela como ele se transformou no Cavaleiro Solitário e se juntou a um índio norte-americano para combater a injustiça. 

 

“Acima de tudo, Armie é um cara ótimo”, diz Depp. “Ele é muito inteligente, muito rápido e sagaz e tem um supertalento. Ele se comprometeu a interpretar o Cavaleiro Solitário como um ‘homem branco’ sério e ingênuo — e isso está totalmente certo. 

 

“Armie é um promissor jovem ator e se parece com um astro de filme clássico e — a melhor parte — ele tem habilidade para fazer isso. Então ele se comprometeu por inteiro ao papel — ele o interpretou com perfeição, inseriu humor e não quis retratá-lo como um cara legal. Eu achei um sonho trabalhar com ele e acho que encontrei um ótimo amigo em Armie.”

 

O Cavaleiro Solitário começou sua jornada na cultura popular norte-americana como um programa de rádio em 1933 e logo se tornou um fenômeno nacional. O programa de TV, estrelado por Clayton Moore como o homem da lei mascarado e Jay Silverheels como Tonto, foi exibido pela primeira vez em 1949 e ficou em cartaz até 1957. 

 

Depp se lembra de assistir a reprises do programa de TV quando era menino. O ator promete que seu Tonto será um parceiro à altura — e certamente não um assistente — do Cavaleiro Solitário e honrará as tradições nobres de guerreiro de sua linhagem indígena norte-americana. 

 

“O Cavaleiro Solitário era só uma das coisas a que se assistia com frequência na televisão quando criança. Eu assistia ao programa e sempre me identifiquei com Tonto”, afirma ele. “E mesmo quando criança eu imaginava por que o índio era o assistente. 

 

“E não é que o Cavaleiro Solitário seja claramente desrespeitoso na forma como tratava Tonto mas eu apenas pensava, ‘por que é ele quem tem que fazer isso ou aquilo? Por que ele não é o herói?’ Então isso era algo que estava sempre na minha cabeça. E me disseram, quando eu era bem pequeno, que tínhamos sangue índio na família… quem sabe o quanto – talvez muito pouco, eu não sei.

 

“Então, o que eu quis fazer foi interpretar o personagem não como um assistente do Cavaleiro Solitário. Eu quis interpretá-lo como um guerreiro e como um homem com muita integridade e dignidade. É uma pequena contribuição para tentar corrigir o que foi feito de errado no passado.”

 

Depp nasceu em Kentucky e cresceu na Flórida, onde ainda bem jovem desenvolveu um interesse pela música, que continua sendo uma paixão até — alguns de seu melhores amigos são músicos e ele é um talentoso guitarrista. Sua banda, The Kids, foi bem-sucedida e fez Depp se mudar para Los Angeles. Depois que a banda se desfez, Depp decidiu tentar a atuação.

 

Entre seus primeiros trabalhos estão:A Hora do Pesadelo (Nightmare on Elm Street) e depois Platoon. Ele foi sucesso de público como o detetive secreto Tom Hanson na série de TV 21 Jump Street e estrelou em quatro temporadas antes de partir para tentar a carreira no cinema, com o diretor John Walters em Cry Baby.

 

Depp provou ser um dos atores mais versáteis e carismáticos de sua geração. Ele trabalhou seguidamente com Tim Burton em filmes como A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory), Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street), Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland) e Sombras da Noite (Dark Shadows).

 

Foi muito bem-sucedido e conquistou milhões de fãs ao longo de sua carreira, interpretando o Capitão Jack Sparrow nos quatro filmes Piratas do Caribe (Pirates of the Caribbean) e também inclui em sua filmografia:Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands), Ed Wood (ambos com Burton), Chocolate (Chocolat), Profissão de Risco (Blow), O Libertino (The Libertine), Inimigos Públicos (Public Enemies), Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland) e O Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary).

 

Segue a entrevista:

 

Você entrou para o filme O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger) bem cedo. Você deu origem ao projeto?

 

Não, eu acho que já se falava de O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger) e que Jerry (Bruckheimer) ia fazê-lo. Eu estava fazendo O Diário de um Jornalista Bêbado (The Rum Diary) com Bruce (Robinson) em Porto Rico, e já tinha visto uma pintura de um índio guerreiro norte-americano com listras no rosto. Eu pedi ao meu maquiador Joel Harlow, que é um gênio, para me ajudar a montar algo. Então, nós fizemos a maquiagem e eu pedi ao fotógrafo Peter Mountain que tirasse umas fotos. Nós vestimos aqueles trajes e começamos a fotografar e depois Peter imprimiu as fotos e me mostrou, e eu disse: “É, acho que nós o encontramos e agora ele precisa ganhar vida”. Eu liguei para Jerry e disse: “Olha, quando eu voltar a Los Angeles queria muito conversar com você”. E então nós nos encontramos e eu dei a ele umas cinco ou seis fotos e Jerry disse: ‘É fantástico. Quem é?’ E eu respondi: ‘Sou eu!’. E Jerry disse: ‘Jesus! Posso ficar com elas?’. E eu disse: “Claro, mostre para os meninos”. E eu também mostrei as fotos a Dick Cook [ex-presidente do Estúdio Walt Disney] e as reações foram todas muito positivas. Eu acho que havia algo do Capitão Jack Sparrow, um personagem estilo Capitão Jack. E todos ficaram empolgados, inclusive eu, e depois eu procurei Gore (Verbinski), para que ele dirigisse o filme.

 

No geral, o visual de Tonto ficou parecido com a primeira imagem que você criou, inspirada na pintura do guerreiro?

 

Sim, é exatamente isso, apesar de eu não ter o guarda-roupa à época, eu estava sem camisa e com coisas penduradas em mim. Naquelas primeiras fotos a maquiagem é a mesma. A única coisa que Joel mudou foi que ele adicionou textura à tinta branca para que ela ficasse mais parecida com barro, tipo argila, que foi colocada no rosto dele. 

 

E o pássaro em cima da cabeça de Tonto? De onde veio?

 

R:Na pintura o guerreiro tinha listras no rosto, e elas eram ligeiramente diferentes das que usamos em Tonto, mas ele tinha listras no rosto e o que me atraiu em relação àquela imagem foi que era como se víssemos quatro seções do homem dissecado e na pintura, logo atrás dele, havia um corvo voando e, à primeira vista, eu achei que o corvo estivesse na cabeça dele. Não estava, mas eu achei que a melhor coisa a fazer era pegar um pássaro morto e colocá-lo na minha cabeça como meu guia espiritual. Diga-se de passagem, todo mundo deveria experimentar — é realmente algo (risos). Mas foi isso — o pássaro se tornou seu guia espiritual. 

 

É tudo parte do processo de construir o personagem?

 

É. Quando você começa a trocar sua pele pela do personagem, especialmente com Tonto, você constrói o personagem. Era importante ver que esse homem passou por muita coisa. 

 

Quanto tempo levava para ser maquiado?

 

Eu passava umas duas horas por dia na maquiagem. Às vezes eu decidia fazê-la em casa para economizar um tempo de manhã (risos). Não era nada confortável e ficava engraçado, mas eu acho que valeu a pena.

 

Eu me lembro que você falou sobre como Jack Sparrow chegou totalmente formado para você. Parece que foi a mesma coisa com Tonto?

 

Ele estava bem perto de estar totalmente formado. E depois que você começa a mexer com as ideias, a fazer desenhos e coisas do gênero, as ideias aparecem da mesma forma que elas surgem quando se está no set — há outros detalhes que você pode acrescentar a uma cena ou a um momento divertido que acontece no dia. Mas, sim, ele estava bem ali.

 

Você assistia a O Cavaleiro Solitário quando criança?

 

Assistia sim. Eu me lembro de assistir a O Cavaleiro Solitário— e era só uma das coisas a que se assistia com frequência na televisão na infância. Eu assistia ao programa e sempre me identifiquei com Tonto. E mesmo quando criança eu ficava me perguntando por que o índio era o assistente. E não é que o Cavaleiro Solitário seja claramente desrespeitoso na forma como tratava Tonto, mas eu apenas pensava, “por que é ele quem tem que fazer isso ou aquilo? Por que ele não é o herói?’ Então isso era algo que estava sempre na minha cabeça. E me disseram, quando eu era bem pequeno, que tínhamos sangue índio na família…quem sabe o quanto — talvez muito pouco, eu não sei, apesar de a minha bisavó materna ter bem aquele visual com tranças e tudo mais. Ela era uma mulher linda, maravilhosa e viveu até os 102 anos e mascou tabaco até o dia em que morreu. Ela era uma mulher incrível.

 

Qual era o nome dela?

 

O nome dela era Mae Sloan.  

 

Foi ela quem te contou sobre sua linhagem?

 

Foi. Nós ouvimos algo sobre o assunto na infância, então acho que a partir disso eu quis saber mais sobre os índios americanos e também quis descobrir o máximo que pudesse sobre nossos ancestrais. E você assiste a filmes de caubói e os índios são sempre retratados como selvagens, como os bandidos, o que não me parecia correto. Então, quando eu brincava de caubói e índio aos cinco, seis anos de idade, eu queria ser o índio. E agora, todos esses anos depois, eu interpreto o Tonto, o que é ótimo. E a única forma de fazê-lo, por mim e pelos índios norte-americanos, era interpretar Tonto com muita dignidade e integridade e, ao mesmo tempo, muito senso de humor com relação ao homem branco e todas as coisas que eles fazem. Essa é a minha pequena homenagem a eles. Foi a minha forma de tentar retribuir e compensar a forma como eles foram maltratados no cinema ao longo dos anos.

 

Há uma bela simetria no fato de você interpretar dessa forma, não é?

 

Sim, eu espero que sim. Eu não assisti ao filme, mas sei o que fiz e conheço Gore e desde a nossa primeira reunião de roteiro com Justin Haythe [corroteirista] a principal coisa era “será que estamos sendo corretos com os índios? Estamos fazendo isso direito? Não vamos cometer nenhum erro aqui.” Para mim, a ideia era retribuir a eles.

 

Sua criação de Tonto é bem diferente das retratações que vimos antes no programa de TV. Podia nos falar sobre como fez sua versão de Tonto ser relevante hoje em dia?

 

Para mim é relevante porque desde que o cinema existe os índios norte-americanos são tratados muito mal por Hollywood, em sua maioria. Então, o que eu quis fazer foi interpretar o personagem não como um assistente do Cavaleiro Solitário. Eu quis interpretá-lo com um guerreiro e como um homem com muita integridade e dignidade. É uma pequena contribuição para tentar corrigir o que foi feito de errado no passado. 

 

De certa forma, O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger) é um filme de parceiros e era essencial que você e Armie Hammer se conectassem na tela. E como isso funcionou?

 

Armie é fantástico. Acima de tudo, Armie é um cara ótimo, ele é muito inteligente, muito rápido e sagaz e tem um supertalento. Ele se comprometeu a interpretar o Cavaleiro Solitário como um ‘homem branco’ sério e ingênuo — e isso está totalmente certo. Armie é um promissor jovem ator e se parece com um astro de filme clássico e — a melhor parte — ele tem habilidade para fazer isso. Então ele se comprometeu por inteiro ao papel — ele o interpretou com perfeição, inseriu humor e não quis retratá-lo como um cara legal. Eu achei um sonho trabalhar com ele e acho que encontrei um ótimo amigo em Armie.

 

Você comentou anteriormente sobre a existência de pessoas importantes no seu trabalho — Tim Burton, Jerry Bruckheimer, Keith Richards, Bruce Robinson — a quem você se conectou mais profundamente. Suponho que Gore Verbinski seja um deles?

 

Com certeza.  

 

Na sua opinião, com o que Gore contribui que o torna um excelente colaborador?

 

É preciso ter esse grau de confiança com alguém com quem se trabalha nesse nível. E, para mim, isso realmente é definitivo. E não é algo que se consegue facilmente, é preciso conquistar e conquistar. Eu tive muita sorte de ganhar a confiança desses caras, que eu descreveria como grandes amigos e grandes professores — mentores, na realidade — de Hunter S. Thompson, Marlon Brando e Bruce Robinsona Tim e Gore. Você forma essas ligações especiais em que você simplesmente se conecta, e pega pouquíssimos ingredientes e transforma em algo que nunca foi feito. Quando estou em reuniões de roteiro com Gore, nós começamos a ter desavenças e de repente nos vemos numa situação realmente interessante e que se torna um fator importante para o filme. Porque nós nos conhecemos tão bem ele consegue adivinhar em que direção eu vou seguir. Eu lanço algo só para ver qual vai ser a reação dele (risos).

 

E onde se encaixa Jerry Bruckheimer? Porque você tem toda a história de Piratas do Caribe (Pirates of the Caribbean) com Jerry e Gore.

 

Jerry é uma daquelas pessoas, tipo Dick Zanuck, que Deus o abençoe. Richard era maravilhoso e ele foi o grande protetor de Tim (Burton) e Jerry é o mesmo. É uma produção Jerry Bruckheimer e quando você vê isso na tela sabe o que isso quer dizer porque ele produz, protege e trabalha pela história e pelo filme. Ele trabalha pelos artistas por trás do projeto e está sempre lá — 100%, 1.000%.  Ele está sempre no set e sempre tem uma ótima opinião. Se você vai a uma reunião de roteiro com Jerry Bruckheimer, cara, ele sabe do que está falando. Ele inventa umas coisas divertidas — muito divertidas, às vezes — e é realmente um enorme prazer. Esse Jerry é um cara muito especial.

 

Eu sei que você já praticou montaria mas precisou se preparar especificamente para este papel?

 

Um pouco. Já montei antes em alguns filmes e sempre me saí muito bem. Eu não me dou mal com cavalos. E o acidente foi uma daquelas coisas — acontece.

 

Pode nos falar sobre o acidente?

 

Não sei bem se foi um acidente —o cavalo estava só me esperando. Nós estávamos exigindo bastante dos cavalos naquele dia e percorremos dois caminhos e tudo ia muito bem e aí trocamos de caminho para ficarmos mais próximos da câmera e os cavalos ainda estavam correndo bem, eles queriam correr. E o Scout decidiu saltar uns obstáculos e, está bem, falha do usuário, eu não sei o que aconteceu, mas foi muito rápido e muito devagar. E o estranho foi que não foi algo que se esperaria — você esperaria ficar confuso, com medo ou cheio de adrenalina, mas tudo apenas meio que aconteceu e eu vi tudo muito claramente — foram as fortes pernas dianteiras movimentando-se a uma velocidade muito perigosa e eu estava ainda segurando a crina feito um idiota tentando voltar para cima e em um dado momento você precisa tomar uma decisão, desço e bato no chão por conta própria? Ou espero o casco quebrar minha cara ao meio? Então eu decidi descer por conta própria e então, incrivelmente, o cavalo ergueu as patas dianteiras e não me acertou e ele poderia ter me destruído em segundos. Eu tive muita sorte de os instintos daquele cavalo serem muito bons. 

 

O que significou para você ser adotado na nação comanche?

 

Foi uma imensa honra que me foi concedida. Foi incrível. Eu jamais poderia ter sonhado que algo assim poderia acontecer comigo e eles foram tão maravilhosos e agora eu tenho uma nova família. Essa mulher, Ladonna (Harris) é meu par, como eles dizem em comanche. Ela é meu par e minha mãe, e ela me chama de “filho”. E quando eles te acolhem na nação, eles realmente te acolhem e aquele foi um ponto alto para mim.

 

Há uma relação nisso, considerando o que conversamos sobre seus ancestrais?

 

Há sim, e eu adoro isso. Eu ainda não acredito que eles me escolheram. A produção foi abençoada pelos comanches e navajos e nós fomos tratados tão incrivelmente [bem] por esses povos maravilhosos e generosos e nós acabamos tendo um relacionamento excelente com eles. LaDonna decidiu que queria me adotar na família dela e na nação comanche e provavelmente essa será para sempre a maior honra que já me concederam. 

 

Vamos falar um pouco sobre o futuro. Você está interpretando Tonto e vai voltar a interpretar Jack Sparrow. Há um personagem por aí que você gostaria de interpretar?

 

Há coisas que eu adoraria experimentar em termos de interpretação de personagens, mas eu meio que já fiz as que eu queria fazer — não tem nada por aí chamando a minha atenção. 

 

Fica claro que você gosta de se manter ocupado — como ator, músico e, agora, editor. Qual é a ideia por trás do seu empreendimento editorial Infinitum Nihil?

 

Eu estou trabalhando nisso agora com um amigo meu. Eu tenho um acordo com a Harper-Collins. Nós publicamos o romance perdido de Woody Guthrie [House of Earth]; esse foi nosso primeiro livro, e é ótimo porque significa que as pessoas estão relendo ou descobrindo Woody Guthrie pela primeira vez. É incrível. É um ótimo livro e foi algo que ele escreveu no fim da década de 1940 e colocou numa caixa. 

 

E você está fazendo um documentário sobre Keith Richards. Quando poderemos vê-lo?

 

Ah, cara, vai ser um trabalho e tanto. Nós temos tantas filmagens, eu tenho provavelmente, sei lá, talvez por volta de 60 horas de filmagem. É fascinante, mas temos bastante trabalho a fazer antes que esteja pronto para ser visto. 

 

SOBRE O FILME:

 

Do produtor Jerry Bruckheimer e do diretor Gore Verbinski, a equipe de cineastas por trás da franquia campeã de bilheteria Piratas do Caribe, chegaO Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger) da Disney/Jerry Bruckheimer Films, uma eletrizante aventura com muito humor e ação na qual o famoso herói mascarado ganha vida através de novos olhos. Tonto (Johnny Depp), o guerreiro nativo americano narra as histórias não contadas que transformaram John Reid (Armie Hammer), um homem da lei, em uma lenda da justiça, levando o público em uma acelerada viagem cheia de surpresas épicas e muito humor enquanto os dois improváveis heróis precisam aprender a trabalhar juntos e lutar contra a ganância e a corrupção.

 

O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger) também é estrelado por Tom Wilkinson, William Fichtner, Barry Pepper, James Badge Dale, Ruth Wilson e Helena Bonham Carter.

 

Uma apresentação da Disney/Jerry Bruckheimer Films, O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger) é dirigido por Gore Verbinski e produzido por Jerry Bruckheimer e Gore Verbinski, com história de Ted Elliott & Terry Rossio e Justin Haythe e roteiro de Justin Haythe e Ted Elliott & Terry Rossio.  O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger) será lançado nos cinemas nos EUA em 3 de julho de 2013.

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