Raphael Araújo
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Em março de 2000, a banda Capital Inicial lançou o álbum que se tornou o trabalho mais bem-sucedido da carreira, o Acústico MTV, com mais de dois milhões de cópias vendidas. O disco, que fez um enorme sucesso, colocou os músicos de vez no cenário nacional após ter retomado a formação clássica, com o guitarrista Loro Jones, em 1998.
Agora, 15 anos depois, o grupo revisita o formato que consagrou o conjunto e lança o Acústico NYC, em CD e DVD, gravados no Terminal 5, em Nova York. O novo trabalho conta com participações especiais de Lenine e Seu Jorge.
Apesar do resultado comercial acima de qualquer expectativa e de ter sido o disco mais vendido dos roqueiros, se engana quem pensa que a banda de Brasília pretende atingir o mesmo sucesso do primeiro acústico. “A responsabilidade diminuiu um pouco pelo tempo entre um e outro”, conta Dinho Ouro Preto, vocalista e líder do grupo, em conversa por telefone com o JBr.. “Na época do primeiro acústico, a banda estava um pouquinho de lado, tentando se encontrar, e foi aquele sucesso enorme. Agora, a banda é outra. Mais madura, consciente e sabendo onde quer chegar”, comenta o vocalista.
Para frente
Dinho explica que a busca por novas composições e o desejo de sempre olhar para frente é o que motiva o Capital, que conta com Yves Passarell, na guitarra, e os irmãos Fê e Flavio Lemos, respectivamente baterista e baixista. “Já tenho músicas para um próximo disco. E olha que acabamos de lançar um””, conta, em tom descontraído.
O grupo vive uma rotina intensa ultimamente, com pelo menos um álbum a cada um ano e meio. “Estamos em um momento de muito trabalho na nossa carreira. Nos últimos 12 anos foram oito discos lançados e esse novo trabalho vem para consolidar essa nova fase. Rodamos o Brasil inteiro com mais de 1,5 mil shows nesses últimos anos”, contabiliza o músico.
Território estrangeiro e participações
Durante as primeiras conversas sobre um novo disco, há um ano, o grupo já pensava em um acústico. E o DVD, por pouco, não foi gravado em terras brasileiras. “Quanto ao local, ficamos entre Fernando de Noronha (PE) e Nova York. Uma cidade que poderia representar o sol e outra que representaria a lua”, diz Dinho.
Por questões burocráticas e de logística, a gravação em Fernando de Noronha ficou inviável e o grupo optou pela cidade norte-americana. O espaço da gravação cabia 1,5 mil pessoas em pé e 3 mil sentadas.
O álbum traz, ainda, as participações de Seu Jorge e Lenine – nomes pensados exatamente para trazer o que a banda queria: vários estilos. “Eles prontamente aceitaram o convite e ficaram felizes em participar”, comemora o roqueiro. A voz de Seu Jorge aparece em faixas como Belos e Malditos e À Sua Maneira.
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