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Ao completar 56 anos, Brasília é homenageada com mostras, filme e site

Arquivo Geral

21/04/2016 7h00

Cinema, fotografia e literatura. Todas essas manifestações artísticas vão homenagear Brasília em seu aniversário de 56 anos, comemorado hoje. O que une e, ao mesmo tempo, difere essas iniciativas são os olhares diversos que elas apresentam sobre cada espaço da cidade.

A capital federal é o tema central da exposição #minhabrasília, idealizada pelo jornalista Daniel Zukko. Em cartaz até o dia 8 de maio, no Pier 21 (Setor de Clubes Esportivos Sul), a mostra traz cerca de 30 imagens que retratam a intimidade, beleza e peculiaridade de alguns cantos do Distrito Federal.  “As fotos não são óbvias, são olhares únicos. Foram feitas não apenas para encantar o turista, mas principalmente para que as pessoas daqui se identifiquem”, ressalta Zukko.

Nascido e criado no cerrado, Daniel vê a cidade como fonte de inspiração para todo o seu trabalho. O jornalista é conhecido por apresentar o programa – também intitulado – #minhabrasília, em que entrevista personalidades de todos os ramos a bordo de sua Brasília amarela. “Tudo o que faço é para que as pessoas amem a cidade, assim como eu amo”, afirma. O programa pode ser conferido pelo YouTube. 

Em preto e branco

Para rechear ainda mais a programação de aniversário, outra exposição tipicamente brasiliense está atraindo o público. 

Até o dia 15 de maio é possível apreciar as obras de mais de 19 artistas plásticos na mostra  Brasília em Preto e Branco – 56 Anos. 

Em cartaz na Galeria de Arte do Templo da Boa Vontade (915 Sul), o evento reúne pinturas, esculturas e objetos, todos tendo como tema a reflexão sobre a capital federal,  reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade. 

Os artistas foram convidados a materializar suas inspirações sobre  os aspectos históricos, sociais, ecológicos, ambientais, e sobre o dia a dia do cidadão brasiliense.  

Aberta à visitação, diariamente, das 8h às 20h. Entrada franca. Informações: 3114-1070.  Classificação livre. 

Documentário desmistifica capital federal
 
Desmistificar a capital federal e mostrar que Brasília é uma cidade humanizada. Esses são alguns dos caminhos seguidos pelo diretor canadense Bart Simpson no documentário Brasília, Life After Design. O filme é  uma coprodução entre Brasil, Canadá e Escócia e terá exibição pré-licenciada no canal  Documentary Channel, do Canadá.  
 
Na história, moradores comuns, ambulantes, estudantes e personalidades locais, como o poeta Nicholas Behr, falam do seu cotidiano e de sua relação com a cidade. “Eu acabei sugerindo alguns personagens para não ficar mais do mesmo. Por isso pensamos em colocar os depoimentos de vendedores, por exemplo, e de pessoas que realmente ressignificam Brasília”, explica Getsemane Silva, produtor do documentário.
Atualmente, o filme está em pós-produção e deve estrear em breve na cidade e no País.
 
Contadores de histórias
 
Enaltecer a arte de contar histórias é a intenção do Projeto Lupa (projetolupa.com), ação que reúne relatos de personalidades como o poeta Nicolas Behr, a cronista Conceição de Freitas e o roteirista e cineasta Iberê Carvalho. “(No projeto) tem muitos entrevistados de Brasília, que mostram que é possível viver da palavra. E ao contrário do senso comum, provam que a cidade tem uma cena cultural rica e constante”, conta a idealizadora Naiara Leão.
 
O site reúne depoimentos de profissionais que mostram como se forja um profissional de letras. “Cada entrevistado fala do processo criativo e da história profissional, que acaba se misturando com a pessoal porque é algo que 100% deles faz por paixão”, pontua Naiara, sobre o portal – que visa inspirar os apaixonados por literatura. “O que eles contam é às vezes comovente, às vezes surpreendente e curioso, ou mesmo admirável, mas sempre muito inspirador”.
 
O projeto se estenderá para o Rio de Janeiro e São Paulo. E a jornalista  revela como será a continuidade das entrevistas: “No Rio, por exemplo, a proposta é entrevistar imortais da Academia Brasileira de Letras e críticos de arte, especialidade pouco desenvolvida no DF”.

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