Artistas e coletivos de todo o Brasil já podem se inscrever para participar da sexta edição do Eixo do Fora – Festival de Arte Som e Arte Luz, que acontece entre os dias 12 e 15 de agosto. A chamada pública, aberta até 27 de julho, vai selecionar 14 propostas que irão compor a programação gratuita do evento, dedicado à experimentação artística por meio do som, da luz e de suas múltiplas interfaces.
Durante quatro dias, o Museu Nacional da República e seus arredores serão transformados em um grande espaço de criação contemporânea. A programação reúne instalações sonoras, videomappings, projeções a laser, performances, intervenções urbanas, happenings e obras site specific, explorando a arquitetura projetada por Oscar Niemeyer como suporte para experiências artísticas que dialogam com o espaço urbano e com o público.
Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), o festival busca estimular o intercâmbio entre artistas de diferentes regiões do país e ampliar o acesso à produção contemporânea voltada à arte sonora e à arte luminosa.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até as 23h59 do dia 27 de julho. Podem participar artistas e coletivos iniciantes, emergentes ou com trajetória consolidada, desde que desenvolvam pesquisas relacionadas à arte sonora, à arte luminosa ou a linguagens híbridas que utilizem esses elementos como matéria-prima.

Ao todo, serão selecionadas 14 propostas, sendo oito do Distrito Federal e Entorno e seis de outros estados. O edital também prevê a reserva de, no mínimo, duas vagas para artistas negros e/ou indígenas. Os participantes receberão cachês de R$ 3 mil (DF e Entorno) e R$ 4 mil (demais estados), além de integrarem as atividades formativas promovidas pelo festival, voltadas ao intercâmbio artístico, à formação de público e ao aprimoramento das práticas criativas.
Segundo Krishna Passos, idealizador e coordenador-geral do projeto, o festival foi concebido como um espaço para ampliar as possibilidades de experimentação artística e fortalecer a circulação de produções que, muitas vezes, permanecem à margem dos circuitos convencionais.
“Propomos um ambiente voltado ao intercâmbio entre diferentes perfis de participantes. Queremos criar uma oportunidade de encontro entre artistas, coletivos e pesquisas, um lugar para o reconhecimento dessas produções que, junto com estudantes, curiosos e o público, expandem os territórios da criação livre, em linguagens não hegemônicas, desvinculadas da lógica de mercado ou da legitimação por galerias e grandes curadorias”, afirma.

Além das apresentações artísticas, o evento promove ações voltadas à troca de experiências entre os participantes e ao fortalecimento de pesquisas que investigam novas formas de percepção por meio do som e da luz. A programação ocupará tanto os espaços internos quanto as áreas externas do Museu Nacional da República, aproximando arte, arquitetura e cidade.
Krishna destaca que incentivar processos criativos experimentais faz parte da essência do Eixo do Fora desde sua primeira edição.
“Valorizamos a liberdade criativa e a experimentação de linguagens que, muitas vezes, florescem longe dos circuitos e dos suportes tradicionais da arte. Acreditamos que as pesquisas mais potentes também ampliam nossa forma de perceber a arte, o mundo e as possibilidades de enxergar a vida por meio dela”, ressalta.
Serviço
Eixo do Fora Vol. 6 – Festival de Arte Som e Arte Luz
Chamada pública: inscrições até 27 de julho de 2026
Festival: 12 a 15 de agosto de 2026
Local: Museu Nacional da República e áreas externas – Brasília (DF)
Entrada: Gratuita
Classificação indicativa: 16 anos