Terminou no domingo (1) o 16º Fica – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, evento que movimentou a Cidade de Goiás (a 320 km de Brasília) com uma série de filmes, shows e palestras. De acordo com a Polícia Militar, não houve ocorrências graves e o público pôde conferir uma programação cultural que, entre outros temas, fez pensar sobre a importância da preservação do meio ambiente.
Foi distribuído um total de R$ 240 mil em prêmios. O grande vencedor da Mostra Competitiva foi o longa-metragem alemão Metamorphosen, de Sebastian Mez. O documentário, que acompanha o cotidiano de russos afetados pela radiação levou o grande prêmio Cora Coralina para a Melhor Obra, no valor de R$ 50 mil.
O gênero animação foi o grande consagrado da noite. O Menino e O Mundo, de Alê Abreu, foi considerado o melhor filme, ao lado do italiano Materia Oscura, de Massimo D’Anolfi e Martina Parenti. A produção nacional levou ainda o o troféu de melhor filme escolhido pelo Júri Popular e o Troféu Imprensa, escolhido pela imprensa especializada – júri no qual a reportagem do JBr. fez parte. Priscilla Kellen, coordenadora artística de O Menino e O Mundo, festejou a vitória tripla. “O filme não foi feito conscientemente com esse propósito de levantar bandeira para a questão ambiental mas, se você tenta representar o mundo hoje sob o ponto de vista de uma criança, é difícil não questionar o que está acontecendo”, disse, no agradecimento.
Outra animação, Viagem na Chuva, de Wesley Rodrigues, levou o prêmio de melhor produção goiana. “Estrear um filme goiano num festival goiano já é bom. Vencer só melhora”, comemorou o cineasta, que já foi premiado ano passado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com a animação Faroeste – Um Autêntico Western. Outra animação reconhecida foi Wind, de Robert Löbel, que levou o prêmio de Melhor Curta-metragem.
Numerária: 130 mil pessoas circularam no Fica deste ano
LISTA – Vencedores:
Grande Prêmio Cora Coralina para a Melhor Obra:
Metamorphosen, de Sebastian Mez
Menções Honrosas:
Expedição ao Fim do Mundo, de Daniel Dencik
Central Nuclear, de Helena Hufnagel
Melhor Longa-metragem:
O Menino e o Mundo, de Alê Abreu
Materia Oscura, de Massimo D’Anolfi e Martina Parenti
Melhor Média-metragem:
Carbon Crooks, de Tom Heinemann
Melhor Curta-metragem:
Wind, de Robert Löbel
Melhor Produção Goiana:
Viagem na Chuva, de Wesley Rodruigues
Ainda que se Movam os Trens, de Marcela Borela, Henrique Borela e Vinicius Berger