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Adora-roda: homenageado do mês é o sambista Cartola

Arquivo Geral

19/09/2013 15h30

O Após o sucesso da série de homenagens Reis do Samba em 2010 com suas cartinhas de baralho, o ADORA-RODA anuncia a série Reis do Samba 2013!

 

Confluindo com os meses de aniversário dos homenageados, o ADORA-RODA seleciona os nomes mais pedidos pelo público. As majestades do samba com músicas especialmente selecionadas e arranjadas serão tocadas pelo grupo em um bloco de aproximadamente uma hora na roda de samba que se tornou tradição em Brasília.

 

No mês de outubro (15/10) o homenageado será:

 

CARTOLA

 

Angenor de Oliveira (Rio de Janeiro RJ 11/10/1908-id. 30/11/1980).

Passou sua infância no bairro de Laranjeiras. Tomou gosto pela música e pelo samba ainda moleque e aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão. Devido a problemas financeiros, sua família mudou-se para o morro da Mangueira —na época começava a despontar uma incipiente favela, com cerca de 50 barracos. Com 15 anos, após a morte de sua mãe, Cartola abandonou os estudos, tendo terminado apenas o primário. Começou a frequentar a vida boêmia e as rodas de samba. Junto com seu amigo e principal parceiro de composições, Carlos Cachaça, criou o bloco dos Arengueiros. Trabalhou como tipografo e pedreiro. O hábito de usar chapéu para proteger a cabeça do cimento lhe rendeu o apelido: Cartola. Cartola foi um dos fundadores da escola de samba Estação Primeira de Mangueira. É impossível falar de samba sem falar em Cartola. Autor de sambas inesquecíveis como “As Rosas não Falam”, “O Mundo é um Moinho”, e “O Sol Nascente”. Com a morte de Deolinda, sua primeira esposa, Cartola deixa o morro da Mangueira e se afasta do meio musical. Passa sete anos vivendo como lavador de carro e vigia. Em 1956, resgatado pelo jornalista Sérgio Porto, Cartola volta a compor. Encontra Dona Zica, casam-se e juntos abrem um restaurante, que era ponto de encontro de sambistas no Morro da Mangueira tradicionais e músicos da geração bossa nova como Paulinho da Viola -apontado pelo próprio Cartola como seu sucessor, mas depois de dois anos fecham as portas. O primeiro registro da voz de Cartola só seria feito em 1966 com uma participação sua no disco de Elizeth Cardoso, no qual canta a música “A Enluarada Elizeth”. No disco “Fala Mangueira” produzido em 1968 por Hermínio Belo de Carvalho, Cartola volta a aparecer ao lado de Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça, Clementina de Jesus e Odete Amaral. Só em 1974, aos 65 anos, o compositor gravaria, um disco inteiro com suas composições sob o título “Cartola”. Em 1979, descobre que têm câncer. Sabia que sua doença era grave, mas manteve segredo sobre ela todo o tempo. Para todos dizia que tinha uma úlcera. Uma semana antes de sua morte, manifestou à sua família um desejo: “quando for enterrado quero que Waldemiro toque o bumbo”. Atendendo a seu pedido, no de seu funeral, Waldemiro, ritmista da Mangueira, que havia aprendido com ele a encourar seu instrumento, marcou o ritmo para o coro de “As Rosas não Falam”, cantada por uma pequena multidão de sambistas, amigos, políticos e intelectuais, presentes em sua despedida. Em seu caixão a bandeira do Fluminense, time do seu coração.

 

Aguarde a próxima carta:

 

12 de NOVEMBRO – Paulinho da Viola

10 de DEZEMBRO – Noel Rosa

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