Não se assuste caso você encontre hoje vários mortos-vivos andando por Brasília esta tarde. É que hoje acontece uma nova edição do Zombie Walk, evento que vem assombrando e divertindo os brasilienses desde 2006. Organizada por Phellipe Barusco, do grupo Flash Mob DF, a passeata pretende reunir mais de mil pessoas para celebrar as famosas criaturas que aparecem em livros, filmes e séries de televisão.
A partir das 16h, os zumbis vão se reunir na Torre de TV. Em seguida, farão o seguinte percurso: shopping Pátio Brasil, Setor Comercial Sul, Eixinho, Conic, shopping Conjunto Nacional, Rodoviária do Plano Piloto e Museu da República.
E quem quiser sentir um pouco como é viver no universo do seriado The Walking Dead, ou dos filmes do cineasta George Romero, pode preparar um visual sangrento. “Minha sugestão é pegar fotos das edições anteriores e usar como base, assim como vídeos tutoriais na internet para fazer o sangue”, explica Phellipe Barusco. Ele também antecipa que, na hora, voluntários vão fazer maquiagem para as pessoas que querem ter a aparência de quem voltou da morte.
Além da caracterização, Barusco atenta para o comportamento e postura: “Zumbis não correm, apenas caminham, grunhem e se arrastam”, comenta. Ele antecipa que o ideal é ser assustador e ensanguentado. Mas apesar da ideia ser reproduzir um apocalipse zumbi, o evento tem suas normas. “Temos de manter a organização e respeitar as regras com os que não estão participando. Muitas pessoas vão só para olhar e tirar fotos. Não gostam de se sujar”, diz.
Data nacional
O Zombie Walk acontecerá hoje também em outras cidades, como Belo Horizonte. “Em São Paulo já é tradição ser no dia 2 de novembro. E estamos com um projeto de deixar a data como o Dia do Zombie Walk em todo Brasil”, explica Barusco. Outra novidade para a próxima edição vem é acrescentar música ao encontro, com bandas.
O sangue que escorre nas páginas
O autor Alexandre Callari se considera um especialista em zumbis e participou de duas edições do Zombie Walk. “Acho divertido e gosto de ver a forma com que as pessoas manifestam sua paixão pelo assunto. É esse comportamento passional do público que tornou o gênero um sucesso e não só eu, como muitos outros criadores devem seu sucesso a isso”, comenta ele, que lança este mês o livro Apocalipse Zumbi – Inferno na Terra, segundo título de uma trilogia.
“Escrevi o primeiro livro de zumbis do Brasil, Apocalipse Zumbi – Os Primeiros Anos, que foi uma aposta arriscada, mas que se pagou. O livro foi um sucesso e a primeira tiragem esgotou, o que abriu as portas para a segunda tiragem e a continuação”, explica ele. A publicação mostra a luta do personagem Manes contra a dominação dos mortos-vivos e a tentativa de proteger seu grupo. A obra sai pela Editora Évora com o selo Generale.
Invasão
Caso acontecesse uma invasão real, Callari dá um conselho para os leitores do JBr.: “Não tente resgatar familiares, amigos, namoradas, cachorros ou o que quer que seja. Se tiver provisões, fique em casa o máximo possível. Se não, faça uma única incursão, pegue tudo o que puder, e faça barricadas dentro de seu lar. É importante ficar num terreno protegido, principalmente nos primeiros dias em que o caos toma conta de tudo. Quando não tiver mais jeito, saia, mas só depois de um plano elaborado. Conheça a área e os perigos que ela traz. Arrume uma arma (um facão, um martelo, um taco de baseball) e saiba como usá-la. E não hesite: é você ou eles!”
Nas livrarias
Apocalipse Zumbi – Inferno na Terra
Autor: Alexandre Callari
Páginas: 362
Editora: Évora
Preço médio: R$ 29,90
Memória
No dia 10 de novembro de 2012, na edição passada do Zombie Walk, o Jornal de Brasília fez um passo-a-passo com a maquiadora Amanda Marinho. Ela ensinou como fazer uma maquiagem fácil para a pessoa ficar parecida com um zumbi.
Mais informações do Zombie Walk estão na web facebook.com/events/715634411797855/