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Trio de estrangeiros do Brasília completa mescla com especialistas em NBB

Arquivo Geral

01/10/2018 7h00

Atualizada 30/09/2018 20h34

Trio estreatá contra o Vasco, no próximo dia 13, no Ginásio Nilson Nelson. Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Matheus Garzon
redacao@grupojbr.com

Estreante nesta temporada, o Brasília Basquete apostará numa mescla interessante em busca do título do Novo Basquete Brasil. Se por um lado conta com os especialistas na competição – Nezinho e Arthur –, por outro se reforçou com debutantes na liga: o norte-americano Zack Graham, o porto-riquenho Ricardo Sánchez e o venezuelano Windi Graterol.

O trio chegou há pouco tempo à cidade. Ainda em fase de adaptação à língua, ao País e à capital, eles driblaram as dificuldades para falar com exclusividade ao Jornal de Brasília. Em inglês, espanhol ou portunhol, eles garantem: estão prontos para a estreia contra o Vasco, no próximo dia 13, no Ginásio Nilson Nelson.

Zack Graham tem 29 anos, 1,96m e nasceu em Suwanee, uma pequena cidade com menos de 20 mil habitantes no norte do estado de Geórgia, nos Estados Unidos. Jogou em ligas menores do país e depois iniciou uma volta ao mundo jogando basquete. Passou pela Turquia, Espanha, Porto Rico, México, Venezuela e até Israel. O fato, no entanto, não incomoda o jogador. “Meu agente sempre procura o melhor para mim e me coloca em grandes times”, justifica Zack.

Ele se descreve como um atleta que gosta de criar jogadas, fazer o time jogar, estar em todas as partes da quadra. “Estou pronto para jogar. É minha primeira vez no Brasil, mas todos os companheiros já me deixaram muito confortável”, comenta.

O ala-armador ainda não fala português e, durante o treino, recebe as instruções do técnico André Germano por meio de um auxiliar que faz a tradução. Zack conta que o único contato com o basquete brasileiro foi enquanto jogava pelo Guaros de Lara, da Venezuela, e jogou contra o CEUB, antigo time da capital, e o Mogi. “Sempre faço muitas perguntas antes de me transferir e quando fui informado de tudo, vi que o Brasília seria uma boa escolha”, avalia.

Se Graham não conhece tanto o Brasil, o mesmo não pode ser dito de Ricardo Sánchez. O porto-riquenho de 2,11m é figurinha carimbada nas convocações da seleção profissional do país há quase 15 anos e já enfrentou o selecionado brasileiro várias vezes. “Aqui já conheço o Arthur e o Nezinho por jogar contra eles em competições internacionais”, lembra.

Com 31 anos, Sánchez já atuou na Argentina e no México, por exemplo. Fluente em inglês e espanhol, ele diz que sempre teve vontade de jogar no Brasil. “Quando tive a oportunidade, escolhi logo de cara.”

Muito à vontade e já fazendo brincadeiras com os companheiros, o pivô só se apresentou ao novo clube na semana passada, por causa de compromissos com a seleção. Com ele, Porto Rico ganhou do Panamá e perdeu para a Argentina. “Contra os argentinos fomos completamente dominados, infelizmente não foi um bom jogo”, analisa.

Apesar de ainda não ter se entrosado com o time, Ricardo diz que está jogando um ano direto, sem pausas e, por causa disso, não teria problema estrear no dia 13. “Basquete é algo que faço desde que sou pequeno. Para mim é como andar de bicicleta, não se esquece.”

Treino? Ele quer é entrar em quadra

Campeão da Liga das Américas 2016 pelo Guaros de Lara, ao lado de Zack Graham, o outro estrangeiro a chegar em Brasília é Windi Graterol. Ala-pivô de 2,05m, ele saiu do Bucaneros de la Guaya, time por qual jogava na Venezuela, por problemas na organização do campeonato local. “Eu já estava há muitos meses sem jogar. Este ano a liga teve pouquíssimos jogos e não tem previsão para retomada”, conta.

Dessa forma, o jogador que participou dos títulos Sul-Americano e FIBA das Américas da seleção do seu país, achou melhor vir para Brasília. “Falaram muito bem do time. O NBB é uma liga que se fala muito. É muito física e rápida”, avalia.

Por estar defendendo a Viño Tinto, Graterol também só se apresentou na semana passada. O atleta, que já passou por Colômbia, Equador, Porto Rico e República Dominicana afirma estar “listo” para jogar. “Só falta um pouco mais de entrosamento com meus companheiros”, diz.

Saiba mais

O Brasília Basquete treina desde o dia 1º de setembro para a estreia no NBB, que será em 13 de outubro, contra o Vasco, no Ginásio Nilson Nelson.

Depois de passar uma temporada sem time na elite nacional, a expectativa da equipe do DF para essa temporada é alta. Além dos três estrangeiros contratados e dos ídolos Arthur e Nezinho, a montagem o elenco conta com jovens, como o armador Luis Mendonça e rodados no NBB, como Andrezão.

Na comissão técnica, um representante da nova geração. André Germano terá a chance de dirigir um clube de NBB pela primeira vez depois de vários anos nas categorias de base da seleção brasileira e de assistente técnico do Bauru.

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