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Sem intrusos e sem 0 a 0, Copa do Brasil vira mata-mata da Série A

Os paranaenses e os gaúchos podem perder por um gol de diferença na tentativa de se juntar a Atlético Mineiro, Santos, Vasco, Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio

Redação Jornal de Brasília

06/08/2026 11h44

copa do brasil

Gustavo Aleixo Divulgação Agência Brasil

DANI BLASCHKAUER
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Seis das oito vagas para as quartas de final da Copa do Brasil foram definidas. Nesta quinta-feira (6), as duas últimas serão conhecidas nos duelos Vitória x Athletico Paranaense e Corinthians x Internacional, a partir das 20h. Isso significa que só haverá clubes da Série A do Brasileiro na reta final.

Os paranaenses e os gaúchos podem perder por um gol de diferença na tentativa de se juntar a Atlético Mineiro, Santos, Vasco, Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio. Nos confrontos de ida, Athletico e Inter ganharam por 2 a 0.

JOGOS DE VOLTA

Depois de quatro jogos de ida das oitavas de final terem terminado em 0 a 0, os ataques lembraram o caminho do gol.

Vasco e Fluminense haviam maltratado a bola no primeiro jogo. Fizeram 33 faltas (17 do cruzmaltino) e chutaram a gol apenas quatro vezes (três dos tricolores).

Na quarta-feira (5), o comportamento tático mudou. A equipe vascaína entrou com três volantes e dominou o primeiro tempo. A escolha do técnico português Pedro Emanuel facilitou a liberdade do ataque, e Brenner, novidade entre os titulares, fez o primeiro em chute de fora da área.

Na segunda etapa, sabendo que os tricolores precisariam se abrir, o Vasco aproveitou os contra-ataques e ampliou com Brenner. A partir daí, o treinador Luis Zubeldia resolveu mexer bem ofensivamente. Colocou Ganso, Hulk e Soteldo. Pressionou e fez o primeiro, mas o Vasco não se limitou a jogar fechado e armou bem os contra-ataques até ampliar no final com Puma.

No final, o duelo acabou com 13 chutes a gol (nove do Vasco). Por outro lado, a quantidade de faltas também aumentou: 36 (25 dos vascaínos).

No Mineirão, o que já parecia o jogo de ataque contra defesa ficou ainda mais evidente após a expulsão de Max Alves nos acréscimos da primeira etapa.

A Chapecoense entrou com todos seus jogadores atrás da linha intermediária defensiva e, mesmo após levar o gol, não acertou uma bola sequer no gol adversário.

Ao Cruzeiro restou ter paciência e contar com a subida do zagueiro Fabrício Bruno para tentar abrir espaços. A pressão e a calma surtiram efeito, e o clube mineiro abriu o placar com Matheus Henrique, que literalmente deu o sangue.

Após chutar sobre o goleiro Anderson, subiu de cabeça para pegar o rebote e, no lance, acabou levando um chute não intencional no nariz de Eduardo Doma. O volante cruzeirense acabou sendo substituído com o nariz fraturado.

O segundo tempo continuou com a Chapecoense recuada e tentando contra-ataques, mas o Cruzeiro ampliou, de pênalti, com Kaio Jorge.

Em Porto Alegre, uma arbitragem confusa quase complicou a primeira vitória da história do Grêmio sobre o Mirassol.

A equipe gaúcha não teve um pênalti a seu favor marcado. Por outro lado, o time paulista viu um gol anulado em jogada polêmica após a bola ter tocado no braço do atleta.

Em Cuiabá, o Fortaleza deu trabalho para um time misto do Palmeiras. Ganhou por 3 a 2, mas, como havia perdido na ida por 3 a 0, quem ficou com a vaga foram os paulistas.

Na terça-feira (4), Santos e Atlético-MG carimbaram a vaga ao vencerem, fora de casa, por 1 a 0 o Remo e o Juventude, respectivamente.

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