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Torcida

Próxima rival do Brasil, Costa Rica tem time envelhecido e jogo manjado

Arquivo Geral

19/06/2018 7h50

REUTERS/Anton Vaganov

Da Folha Press

A informação que chegou a Tite sobre a Costa Rica é simples. Uma seleção com a proposta de ser agressiva na defesa e sair em velocidade para o ataque, mas que não consegue sustentar esse tipo de jogo todo o tempo. A razão é também simples: não tem a velocidade necessária.

Com uma média de 29,5 anos, a seleção da Costa Rica é a segunda mais velha da Copa. O time que entrou em campo e perdeu para a Sérvia, domingo (17), tinha mais de 30 anos de média. Conseguiu até marcar com intensidade, mas deu pouco trabalho no ataque.

É a mesma base que surpreendeu chegando às quartas de final em 2014. Contra o Brasil, sexta-feira (22), em São Petersburgo, outra derrota será praticamente a eliminação.

“É um rival complicado, com muito peso, história. Mas arriscar muito cedo pode ser precipitado. Temos de jogar de forma inteligente para tentar pelo menos sair com um ponto”, disse o capitão do time, o meia Bryan Ruiz. “Eles vão nos atacar, precisamos estar bem agrupados.”

Tite receberá também a informação de que a Costa Rica tem uma bola alta ofensiva de qualidade, com agressividade e cruzamentos fechados -foi assim, aliás, que o Brasil levou o gol de empate contra a Suíça.

Contra a Sérvia, foi em uma bola aérea que a Costa Rica teve sua grande chance, ainda no primeiro tempo, desperdiçada pelo zagueiro González. “O Brasil é uma potência. Mas, hoje em dia, ninguém mais vai de cara aberta, tudo está equilibrado. Mesmo o Brasil joga de forma compacta. Se aproveitarmos as oportunidades, podemos, sim, ganhar”, falou González, criticado pela imprensa de seu país após a estreia.

O atacante Ureña, que ficou isolado na frente e acabou substituído por Campbell, elogiou as individualidades da seleção brasileira, mas ponderou. “Não somos os favoritos, não temos pressão.

“O lateral esquerdo Oviedo, que de forma surpreendente ficou fora do primeiro jogo -era cotado até para ser o capitão-, pode voltar ao time contra o Brasil. “Rival difícil. Quem for marcar o Neymar precisará de atenção, ele é excepcional. Mas, no fim das contas, são seres humanos, assim como nós”, finalizou.

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