Menu
Torcida

Por que vale a pena voltar a acompanhar a Fórmula 1?

Jornal de Brasília

09/12/2021 13h22

Atualizada 19/11/2024 8h17

Depois de anos sendo uma queridinha dos brasileiros, a Fórmula 1 teve uma queda na popularidade e no Ibope, com 2015 tendo o pior Ibope da história da Rede Globo para a categoria. Os números voltaram a crescer e agora na Band os números são positivos, considerando que o canal tem menor exposição que a emissora carioca e as pessoas assistem menos televisão de forma geral.

Para os fãs mais antigos, que acompanharam as grandes conquistas brasileiras, especialmente as de Ayrton Senna, ainda é difícil convencer que a Fórmula 1 atual tem seus encantos, já que foram muitas mudanças nos últimos anos. O site de apostas online Betway fez um apanhado focando na criação da Super Licença, que inclusive faria com que Senna não pudesse entrar na F1 quando entrou.

Esse distanciamento também serve para as gerações mais jovens, que migram para outros esportes (inclusive os e-Sports) e podem não ter o envolvimento para assistir uma corrida inteira.

Mas há argumentos para convencer todos.

Lewis Hamilton

Grande parte de conhecer um novo esporte ou se apaixonar por uma modalidade é ter alguma ligação com um ídolo. Lewis Hamilton é o grande nome atual. O britânico se igualou a Michael Schumacher como o maior vencedor da história da Fórmula 1, somando vitórias inacreditáveis, recordes dos mais diversos e mantendo uma posição política e discursos antenados com problemas muito atuais de nossa sociedade.

Hamilton é um dos maiores se não o maior da história do esporte e também sabe fazer a ligação com os ídolos do passado, tendo em Senna um dos seus grandes modelos. Quem gostava do brasileiro correndo sem dúvidas verá muito dele em Hamilton na sua vitória inacreditável no GP de São Paulo em 2021, só para ficar em uma corrida.

Tradição e modernidade

A Fórmula 1 tem mais de 70 anos e algumas corridas, como Mônaco, o circuito de Silverstone no Reino Unido e Spa-Francorchamps tem um século ou quase isso de história, com suas curvas sendo o palco para algumas das maiores batalhas da história do automobilismo.

O mesmo serve para as escuderias. Desde 1950, a primeira temporada, o vermelho da Ferrari está nas pistas e até hoje leva milhares a suas corridas ao redor do mundo.

Ou seja, a tradição é uma parte integrante da Fórmula 1 e se manterá assim por anos. Mas a modernidade também tem um enorme espaço. Os carros são cada vez mais tecnológicos, avançando inclusive a indústria automobilística para a frente e trazendo ideias que logo serão usadas por carros.

Um exemplo de uso é o da fibra de carbono, que permite maior velocidade por causa da leveza e da aerodinâmica sem prejudicar a proteção do piloto/motorista. Essas e mais outras várias inovações são frutos de testes extensos e projetos de milhões e milhões de dólares. 

Nova geração

Citamos Hamilton acima, mas prestes a fazer 37 anos não sabemos por quanto tempo poderemos acompanhar o ídolo britânico. Mas já há outros nomes prontos para assumir o trono e levar a Fórmula 1 para a frente.

O mais óbvio deles é Max Verstappen. O holandês foi o piloto mais jovem a testar com um carro (17 anos e dois dias), a correr na Fórmula 1 (17 anos e 166 dias) e a vencer uma prova, com 18 anos e 228 dias. Com 24 anos, ele não pode ser o mais jovem porque Hamilton e Vettel eram mais novos, mas sem dúvida sua precocidade é algo que impressiona, tanto que algumas regras tiveram que ser mudadas para que ninguém com menos de 18 anos e sem uma carteira de motorista em seu país pudesse ter a Super Licença para correr na Fórmula 1, como informou a matéria da Betway.

Outro exemplo de precocidade é Mick Schumacher. O piloto alemão tem um nome a carregar: seu pai é o heptacampeão Michael Schumacher e ele é sobrinho de Ralf Schumacher, piloto relevante na Williams na virada do século.

Mick foi campeão da Fórmula 2 em 2020 e estreou na categoria máxima em 2021. Onde ele chegará só o tempo sabe, mas com um carro melhor seu desempenho pode estar no topo da categoria. O britânico George Russell de 23 anos e o monegasco Charles Leclerc são outros nomes importantes da nova geração. 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado