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Por que Brasília pode ser a referência nacional em Fórmula 1

Arquivo Geral

18/10/2022 0h03

Atualizada 11/12/2024 17h06

Nos últimos dez anos, o Centro-Oeste do Brasil vem ganhando relevância quando o assunto é futebol. O principal marco desse processo foi a Copa do Mundo de 2014, quando tanto Brasília (estádio Mané Garrincha) quanto Cuiabá (estádio Arena Pantanal) estiveram entre as cidades-sedes do torneio.

Um passo além se deu em 2020, com o retorno da Supercopa do Brasil. As suas três edições realizadas desde então (sempre em jogo único) foram no Centro-Oeste (duas no Distrito Federal e uma no Mato Grosso). E em 2022, pela primeira vez desde 1986, temos três clubes da região disputando a Série A do Campeonato Brasileiro.

Tudo isso nos inspira a crer no potencial de Brasília para servir como referência também em outras modalidades esportivas. A questão passa a ser discernir que eventos a capital federal estaria mais apta a sediar.

O segundo entre os esportes

Para começar, é importante termos em mente quais são os esportes mais populares do país atualmente. Em um ranking divulgado recentemente (com a ajuda da ferramenta Google Trends) sobre os esportes mais assistidos online no Brasil, em primeiro lugar vinha (evidentemente) o futebol, e em segundo lugar vinham, empatados, o UFC e a Fórmula 1.

Isso não quer dizer que não houve diferenças significativas entre as preferências por artes marciais mistas e automobilismo. Embora o UFC tenha gerado mais buscas do que a Fórmula 1 na maioria dos estados, o único do Centro-Oeste em que esse fenômeno se verificou foi o Mato Grosso do Sul.

Com esses dados em mãos, percebemos não apenas que o automobilismo continua sendo um dos esportes mais populares do país, mas também que essa preferência pode ser claramente notada no Distrito Federal, em Goiás e no Mato Grosso. Seria isso o bastante para justificar um Grande Prêmio de Brasília?

Onde está a elite

A ideia exposta acima talvez pareça esdrúxula. Podemos argumentar que não haveria demanda por outra corrida no Brasil além do GP de São Paulo (o único na América do Sul do atual calendário). Além disso, a Fórmula 1 parece ter mais a ver com o glamour de Monte Carlo do que com a sobriedade da capital brasileira.

Esses argumentos podem ser respondidos ao constatarmos o perfil de quem mais acompanha a F1. Muita atenção vem sendo dada ultimamente ao rejuvenescimento do público da principal modalidade de automobilismo do mundo, mas algo que parece não ter mudado é que continuamos falando de um esporte de elite.

E o que isso tem a ver com Brasília? Tudo. De acordo com dados recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a renda domiciliar per capita do Distrito Federal em 2020 era de R$ 2,384. Esses dados faziam do estado o mais rico do país, seguido por São Paulo (cuja renda per capita era de R$ 1,787).

Aos fatores econômicos une-se um fator mais subjetivo: a capital brasileira foi planejada para automóveis. Independentemente do que se pense disso, essas máquinas há muito se tornaram parte da identidade cultural da cidade. Haveria algo mais lógico do que ver uma vez por ano os carros mais velozes (e caros) do mundo desfilando em Brasília?

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