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Por dívida da arena, Corinthians repassará à Caixa renda de evento gospel

O repasse ocorre por causa da dívida que o clube mantém com o banco estatal referente ao financiamento da construção do estádio.

Redação Jornal de Brasília

01/01/2026 12h03

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Foto: José Manoel Idalgo/Corinthians

FÁBIO LÁZARO
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

O Corinthians vai repassar integralmente à Caixa Econômica Federal os R$ 2,9 milhões recebidos pelo aluguel da Neo Química Arena para a realização do evento gospel “Vira Brasil 2026”, realizado pela Igreja Batista da Lagoinha na virada do ano.


O repasse ocorre por causa da dívida que o clube mantém com o banco estatal referente ao financiamento da construção do estádio.


Contratos do financiamento da arena, aos quais a reportagem teve acesso, estabelecem mecanismos legais que vinculam receitas geradas pelo estádio —como o aluguel para eventos— ao pagamento das obrigações financeiras em aberto.


Assim, o Corinthians não pode reter nem usar livremente esses recursos enquanto a dívida não for quitada ou formalmente renegociada com a Caixa.


O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS


O acordos de cessão fiduciária determinam que as receitas específicas da Neo Química Arena —inclusive valores referentes a aluguéis para eventos— sejam destinadas a uma conta vinculada ao banco enquanto houver dívida ativa, segundo os contratos analisados pela reportagem.


O clube é obrigado a repassar automaticamente à Caixa os valores arrecadados com eventos como o “Vira Brasil”.


Os documentos deixam claro que essa cessão é irrevogável até a quitação da dívida ou a assinatura de uma renegociação formal com a Caixa.


Juridicamente, isso transforma receitas como o aluguel do estádio em garantias contratuais para amortização do débito.


O saldo devedor do Corinthians relacionado ao estádio gira em torno de R$ 700 milhões.


A dívida elevada fez com que uma parte expressiva das receitas da arena ficasse vinculada à Caixa por meio de cessão fiduciária e outros mecanismos de garantia.


Nos últimos anos, Corinthians e Caixa chegaram a discutir alternativas para renegociação ou quitação do contrato, incluindo propostas como a venda de parte do estádio, o uso de precatórios ou novos modelos de pagamento. Até agora, porém, nenhuma dessas negociações resultou em um acordo definitivo.

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