Menu
Futebol

Paulinho supera desconfiança e vê retorno à Europa como consequência

Colaborador JBr

14/11/2016 9h22

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Dunga teve o mérito de bancar em suas convocações alguns jogadores que atuam no futebol chinês, mas foi sob o comando de Tite que atletas como Renato Augusto se tornaram ainda mais importantes no esquema tático da equipe, além de Paulinho, que voltou a vestir a camisa amarelinha com o ex-treinador corintiano, fato que não acontecia desde a trágica campanha na Copa do Mundo de 2014.

Autor do terceiro gol da grande vitória sobre a Argentina no Mineirão, Paulinho superou a desconfiança de todos que ainda relacionavam seu futebol à goleada sofrida para a Alemanha por 7 a 1. Ao lado de Renato Augusto forma a dupla responsável por dar sustentação ao time líder das Eliminatórias para a Copa do Mundo e agora espera seguir o bom trabalho que vem sendo realizado com Tite no banco de reservas.

“A gente sabe que no início, principalmente quando eu cheguei, há desconfiança por estarmos no futebol chinês. Já o Renato vem fazendo um grande trabalho, fez uma excelente Olimpíada, foi peça chave. Eu acho que dei continuidade a isso, busco fazer um bom trabalho com o Renato. Aquele meu gol contra a Argentina foi mérito dele, foi uma bela assistência. Espero que a gente possa dar continuidade a esse trabalho na Seleção”, afirmou Paulinho.

A grande atuação do meia no clássico contra os Hermanos gerou debates acalorados em relação ao seu possível retorno ao futebol europeu. Se transferindo do Corinthians para o Tottenham com a expectativa de se tornar um dos destaques da equipe inglesa, Paulinho não se firmou e teve de amargar vários jogos no banco de reservas antes de rumar para a China em uma negociação que envolveu cifras milionárias.

O jogador garante que não está focado em voltar à Europa e trata seu possível retorno ao Velho Continente como consequência de seu trabalho não só na Seleção Brasileira, mas também no Guangzhou Evergrande, clube pelo qual se sagrou campeão chinês no mês passado.

“Sempre deixei nas mãos de Deus. Já tive passagens na Europa, o que me preocupa hoje é fazer um grande trabalho na Seleção e no Guangzhou. Sempre deixei as coisas acontecerem naturalmente. Se um dia surgir a oportunidade de voltar, com certeza volto, mas, se não, continuo feliz e dedicado em fazer um bom trabalho no Guangzhou”, completou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado