Menu
Torcida

Brasiliense e Gama revivem rivalidade esta noite no Mané Garrincha

Arquivo Geral

09/02/2018 7h00

Atualizada 08/02/2018 23h35

Josemar Gonçalves/Cedoc

Gabriel Lima
redacao@grupojbr.com

O Mané Garrincha recebe hoje o clássico de maior rivalidade no futebol do Distrito Federal. Em clima de carnaval, os arquirrivais Brasiliense e Gama se enfrentam às 20h, em duelo válido pela quinta rodada do Candangão.

Recheado de jogadores conhecidos no cenário nacional, o jogo promete ser emocionante, pois as duas equipes se encontram em momentos diferentes dentro do torneio. Enquanto o Periquito vem de três vitórias seguidas (Formosa, Paranoá e Samambaia), o Jacaré chega para o clássico depois de um empate frustrante contra o Oeste-SP (1 x 1), resultado que acarretou na eliminação dos candangos da Copa do Brasil.

No histórico entre as equipes, esse será o clássico de número 55 no campeonato estadual. O time amarelo leva uma pequena vantagem ao vencer 19 partidas, enquanto o clube verde saiu com o resultado positivo em 16 oportunidades, tendo ocorrido outros 19 empates.

Com apenas quatro pontos em três jogos disputados – o Brasiliense tem um jogo a menos por conta do compromisso na Copa Verde -, o time amarelo precisa vencer para se aproximar dos líderes, Sobradinho (10) e o próprio Gama (9). “Esse é o jogo para a gente embalar na temporada. Estamos até fazendo bons jogos, mas não conseguimos vencer os adversários”, analisou o técnico Rafael Toledo. “Todo clássico tem seus benefício, pois dá confiança, tranquilidade e chama a torcida para o nosso lado”.

Aos 36 anos, Nunes é o homem gol do Jacaré. O atacante balançou as redes adversárias nos dois últimos jogos da equipe, contra o Luziânia e contra o Oeste-SP, e sabe da dificuldade de um jogo como esse. “Eu trabalho duro todos os dias para estar focado e concentrado nas partidas. Nesses jogos difíceis, é comum ter apenas uma oportunidade para marcar gols e eu preciso converter essa chance”, reconheceu o jogador.

Invencibilidade

Pelo lado verde do clássico, Ricardo Antônio chega para o seu quarto jogo no comando do Gama. E até o momento, o técnico tem 100% de aproveitamento. Ele acredita que essa partida pode coroar o trabalho que vem sendo feito até aqui. “Vamos enfrentar um adversário qualificado e que tem o nosso respeito. Estamos vindo de três vitórias e espero que sejamos felizes dentro das coisas que buscamos nos treinos”, comentou.

E para o clássico, ele entende que a pressão aumenta. “No futebol só se reconhece a vitória, por mais que você jogue bem. Então, em todo jogo, de certa forma, estamos sempre pressionados”, completou o treinador.

Grande nome do Gama na temporada, ao lado do volante Robston, o zagueiro Lúcio avalia que o time está preparado. “É um jogo importante, um clássico, mas temos que manter a boa sequência de resultados. No final, valem os mesmos três pontos”, analisou o pentacampeão. “Sendo os dois maiores clubes da cidade, a gente sabe que é um jogo bem diferente”.

O Brasiliense não poderá contar com o lateral-direito Cicinho e o atacante Luquinhas, machucados, além do volante Radamés e do goleiro Edmar Sucuri, suspensos. Reinaldo, que lesionou o músculo adutor da coxa no jogo de ida da Copa Verde, é dúvida. Do lado Gamense, o desfalque é o suspenso Felipe Werley.

Segurança será reforçada

Diante do histórico recente de confusões envolvendo torcedores de Brasiliense e Gama, a Polícia Militar do Distrito Federal anunciou ontem um forte esquema de segurança para evitar confusões no clássico de hoje à noite. Mas, por segurança, não divulgou o efetivo de policiais.

Além das forças de segurança, os torcedores entrarão no Mané Garrincha por portões diferentes. Enquanto a turma do Gama deve procurar o portão 5, os adeptos do Brasiliense utilizarão o portão 17.

As torcidas organizadas vão ser escoltadas pelas Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam) e terão acesso ao estádio por entradas exclusivas. Além disso, eles só serão liberados do Mané Garrincha depois do público geral.

E não é só isso. Os torcedores serão revistados na entrada do estádio pelos policiais militares, além de 120 seguranças privados, contratados pelos organizadores do evento.

Para deixar os amantes de futebol ainda mais tranquilos, o batalhão de Choque, Patamo, e BPcães atuarão dentro e fora de campo. Já a cavalaria completará a segurança nos arredores do estádio.

E não é só a Polícia Militar que se movimenta para que o clássico seja de paz. Camisa 9 do Brasiliense, Nunes espera que o final da partida seja diferente daquela que aconteceu no ano passado, quando ele se envolveu em uma confusão generalizada com os jogadores do Gama e a briga chegou às arquibancadas. “Espero que seja um jogo tranquilo. Eu sei que é um clássico, que tem muita rivalidade, mas que seja jogado, na bola e que vença o melhor”, pontuou. Lúcio reforçou o pedido de Nunes. “Esperamos que seja o clássico da paz. Ficamos tristes quando vemos um jogo tão importante sendo interrompido por violência ou confusões”, afirmou o zagueiro gamense.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado