Gabriel Lima
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No próximo domingo (25), é a vez de Brasília entrar em campo pela seletiva da Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino. Com um regulamento diferente do ano passado, o Minas/Icesp, atual bicampeão Candango, enfrenta o Canindé/SE, atual campeão Sergipano, em busca de uma vaga na fase de grupo da segunda divisão nacional. O classificado sairá de uma partida única, que vai ser disputada no estádio Abadião, em Ceilândia, às 15h.
Sabendo da importância desse jogo, o Minas começou a se preparar bem cedo, já no início de janeiro. O foco foi todo para essa partida decisiva. Com 26 atletas no elenco, o intuito foi se preparar para a competição nacional, além do Candangão feminino, que foi anunciado recentemente pela Federação Brasiliense de Futebol. Nessas circunstâncias, os dois campeonatos ocorreriam de maneira simultânea.
Clube está confiante
Singol Santos é o comandante da equipe desde 2012. Foi ele quem levou à equipe ao topo do futebol feminino de Brasília. Para ele, o grupo está coeso e preparado para esse grande desafio. “Nós temos atletas de qualidade, de seleção brasileira. Eu vejo a equipe muito motivada para a estreia e em busca dessa oportunidade única. É muito importante para a gente”, disse.
Na primeira edição do torneio nacional, no ano passado, Brasília foi bem representada pelo Cresspom. Dentro de campo, a equipe apresentou um bom futebol e era um forte candidato para conseguir o acesso à 1ª divisão. O problema foram questões documentais. Por conta da escalação irregular de uma atleta, a equipe perdeu pontos e acabou eliminada ainda na primeira fase da competição. Santos acredita que o Minas também tem a possibilidade da vaga. “Assim como o Cresspom, nós também sempre fazemos times muito fortes. Eu vejo que também podemos fazer uma ótima campanha”.
Mas o comandante alerta para a falta de informações do adversário. O Canindé/SE existe desde 2011 e conseguiu a vaga através do título inédito do Campeonato Sergipano de 2017, depois de golear o Boca Júnior por 7×2. “Nós procuramos informações a respeito das nossas adversárias, mas não conseguimos encontrar. Nós vamos para esse jogo bastante confiantes, mas sabendo que podemos ser surpreendidos”, disse.
Camisa 10
Quando se fala da seleção brasileira, pensamos logo em quem seria a camisa 10 e uma das responsáveis por levar a equipe às vitórias. E, na seleção sub-20, esse é o número de Victória Albuquerque, craque também do Minas. Ela esteve na última conquista do Sul-Americano da seleção canarinho. “Esse jogo é muito importante para nós, pois é o que sempre almejamos. Estamos muito bem preparadas”, disse a atleta. Com toda essa experiência de vestir a amarelinha, ela busca passar esse conhecimento para as companheiras. “Tento passar tudo de diferente que eu tive lá, desde o futebol moderno até a parte psicológica”.
- Victória é craque do Minas/Icesp e camisa 10 da seleção sub 20. Foto: Divulgação/Marketing Midia Minas/Icesp
- Técnico Singol Santos dirige a equipe desde 2012. Foto: Divulgação/Marketing Midia Minas/Icesp
- Comissão técnica da equipe. Foto: Divulgação/Marketing Midia Minas/Icesp
- Foto: Divulgação/Marketing Midia Minas/Icesp
- O Minas é bicampeão do Candangão feminino. Foto: Divulgação/Marketing Midia Minas/Icesp
- Foto: Divulgação/Marketing Midia Minas/Icesp
- As presidentes da equipe, Nayari e Nayera Albuquerque. Foto: Divulgação/Marketing Midia Minas/Icesp
Com todo o sucesso defendendo o Brasil, ela confirma que já surgiram propostas para fora, mas que deixa tudo seguir de uma maneira natural. “Se eu não saí é porque não era a hora. O Minas me deu a estrutura que eu precisava e eu amo estar aqui”, disse.
Singol também comemora o fato de ter uma atleta como Victória no elenco. Para ele, uma jogadora com esse currículo faz muito bem para o time. “Quando tem uma atleta desse gabarito no elenco a equipe sente confiança, sabe que na hora que necessita, essa jogadora possa decidir, além de ser um espelho para as companheiras”, disse.
Base
O Minas, diferente de muitas equipes de Brasília, trabalha com o futebol de base e busca os talentos dentro de Brasília, apenas indo ao mercado quando precisa de reforços pontuais. O trabalho começa na categoria fraldinha e vai até a mirim e o intuito é preparar essas meninas, desde novinhas, para poderem chegar bem à equipe. Segundo o comandante, esse é o grande segredo das conquistas. “O Minas só trabalha na base. Nós trabalhamos as meninas mais novas como profissionais, para que ela já possa chegar aqui no time pronta e trabalhada. Essa estrutura é muito importante”.
Além desse trabalho, o grupo é muito unido. Das 26 atletas que foram campeãs do Candangão em 2016, todas continuaram. “Não saiu ninguém. Todas as atletas que participaram dos dois últimos anos estão aqui. Nosso time é completamente caseiro”, disse.
Parceria
O time não leva esse nome de Minas/Icesp à toa. A equipe tem, como principais parceiros, o Minas Brasília Tênis Clube e a faculdade Icesp. Segundo Nayeri Albuquerque, dirigente da equipe, o clube é quem oferece toda a estrutura para que as meninas possam trabalhar. “Eles abraçaram o projeto desde o princípio. Eles disponibilizam tudo o que a gente precisa para trabalhar”, disse.
Do outro lado, o Icesp também é fundamental para o crescimento da equipe. A parceria com a universidade surgiu com a necessidade de unificar o esporte com educação. Com isso, são proporcionadas bolsas para que as atletas possam se manter estudando. “Vai muito além de fomentarmos o futebol e futsal feminino. É muito importante porque disponibiliza oportunidades para que nossas atletas sejam cidadãs e que tenham uma profissão futuramente”, disse.






