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Mesmo com frango do goleiro Cássio, Corinthians vence o Santa Cruz

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Depois de estrear com um forte Atlético-MG dentro do Mineirão, o técnico Cristóvão Borges teve a noite dos sonhos neste sábado (25), no estádio de Itaquera. Frente a um Santa Cruz muito fraco tecnicamente, o comandante viu o Corinthians jogar com tranquilidade na etapa inicial e construir 2 x 0 com Luciano e Romero. A disparidade técnica foi tão grande que nem uma falha bisonha de Cássio no começo do segundo tempo, dando o gol para Grafite, atrapalhou o triunfo por 2 x 1, seu primeiro à frente do clube.

Com o resultado, o Alvinegro manteve a invencibilidade dentro de casa e alcançou os 19 pontos na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, dormindo no G-4 da competição. Agora são seis jogos em Itaquera, com cinco vitórias e um empate. O Santa, por sua vez, amargou a terceira derrota consecutiva no torneio e pode entrar na zona de rebaixamento da competição ao final da rodada.

Poucos sustos, muitas chances

O Corinthians teve no primeiro tempo o seu adversário mais fraco do Campeonato Brasileiro. Propondo-se a marcar a saída de bola alvinegra e com atacantes perigosos, o Santa parecia ser um adversário perigoso, mas a falta de qualidade dos jogadores de meio-campo e defesa falou mais alto. Sempre que tentavam roubar a bola na frente, os visitantes eram facilmente envolvidos pelo toque de bola corintiano e rapidamente algum avante saía cara a cara com o goleiro.

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Foi dessa forma que Romero, dessa vez atuando na sua posição favorita, pela direita, recebeu bom passe de Marquinhos Gabriel logo aos cinco minutos de bola rolando. O paraguaio invadiu a área e cruzou para Luciano, mas o zagueiro Neris apareceu para cortar e mandar a escanteio. Três minutos depois, Marquinhos foi acionado após linda jogada de Fagner, ajeitou a bola já dentro da área, pelo lado esquerdo, e chutou cruzado. A bola passou perto da trave esquerda.

A facilidade era tamanha que o Alvinegro relaxou um pouco na recomposição defensiva e viu Artur quase finalizar após lançamento longo da defesa. Pedro Henrique, porém, conseguiu se recuperar e afastou o perigo para a lateral, sendo muito aplaudido pelo goleiro Cássio. Na resposta, Marquinhos Gabriel, melhor em campo, passou fácil por Vitor e cruzou na segunda trave. Romero, livre, cabeceou e exigiu boa defesa de Tiago Cardoso.

Quase que naturalmente, o gol saiu. Novamente pelo lado esquerdo, Marquinhos driblou Vitor e tocou para Uendel. O lateral cruzou na marca do pênalti, Romero atrapalhou os zagueiros e a bola ficou limpa para Luciano. O centroavante, que não marcava desde agosto do ano passado, dominou livre, quase na pequena área, ajeitou e tocou no canto direito alto, desabando em choro na comemoração.

Como parecia ser claro desde o começo, o primeiro gol deixou tudo ainda mais fácil para os anfitriões. Giovanni Augusto movimentou-se bem e viu a passagem de Uendel. O lateral esticou a bola dentro da área para Luciano. O centroavante aproveitou a saída do goleiro e tocou por cima, para o meio da área. Romero foi mais esperto que Allan Vieira, ganhou no corpo do rival e empurrou para a rede. A vantagem só foi ameaçada no último lance da etapa inicial, mas Grafite, livre na pequena área, cabeceou por cima do gol de Cássio.

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Falha bisonha complica o jogo

O cenário tranquilo da partida para o Timão ficou desfavorável logo no começo do segundo tempo, por culpa quase exclusiva do goleiro Cássio. Em saída de bola, o arqueiro tocou para Balbuena, já pressionado por Arthur. O defensor paraguaio devolveu bola tranquila para o companheiro, mas o camisa 12 dominou muito mal. A redonda escapou dele e o avante do Santa tocou para Grafite, Sem goleiro, dentro da área, o centroavante só empurrou para o gol e acabou com a tranquilidade alvinegra.

Confiantes, os tricolores passaram a reter mais a bola e se aproveitaram da falta de confiança geral no arqueiro corintiano. Como nenhum recuo mais era feito para Cássio, o Santa conseguiu ficar mais tempo com a bola no ataque, principalmente com laterais no campo ofensivo. Assim como na etapa inicial, no entanto, falou mais alto a falta de qualidade para armar as ações ofensivas, poupando o time da casa de grandes sustos.

A ilha de criatividade foi Keno, pelo lado esquerdo. Aos 30 minutos, quando o Corinthians já conseguia se manter no ataque, ele deixou Wallyson completamente livre de marcação na marca do pênalti, mas o companheiro cabeceou para fora. Dez minutos depois, recebeu na entrada da área, cortou para o meio e chutou no canto oposto. Cássio tentou alcançar, mas teve de observar com os olhos enquanto a bola passava à linha de fundo.

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O Timão ainda teve algumas chances de ampliar o marcador, principalmente quando Marquinhos Gabriel, deslocado para o meio com a saída de Giovanni para a entrada de Lucca. O nervosismo dos corintianos falou mais alto, com a vantagem mínima sendo o bastante para a festa em campo.

Na próxima rodada, os comandados de Cristóvão viajam novamente para Belo Horizonte, local onde encaram o América-MG, às 21h45 (de Brasília) da quarta-feira, no Independência. No dia seguinte, os pernambucanos tentam se reerguer no torneio diante da sua torcida, no Arruda. O adversário será a Ponte Preta, às 19h30 (de Brasília).

CORINTHIANS 2 X 1 SANTA CRUZ

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)

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Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Assistentes: Luiz Claudio Regazone e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha (ambos do RJ)

Público: 25.501 pagantes

Renda: R$ 1.384.144,00

Cartões amarelos: Uendel, Romero e Luciano (Corinthians); Lelê (Santa Cruz)

Gols: Luciano, aos 27, e Romero, aos 37 minutos do primeiro tempo; e Grafite, aos sete minutos do segundo tempo.

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Balbuena e Uendel; Bruno Henrique, Rodriguinho (Willians), Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto (Lucca) e Romero (Guilherme); Luciano. Técnico: Cristóvão Borges

SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Vítor (Mario Sérgio), Neris, Danny Morais e Allan Vieira; Uillian Correia, João Paulo (Lelê) e Daniel Costa (Wallyson); Arthur, Keno e Grafite. Técnico: Milton Mendes


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