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Maior legado para Caxias do Sul com Surdolimpíadas será humano, diz vice-prefeita

Para participar, os atletas deverão ter perdido 55 decibéis no seu “ouvido melhor”, e aparelhos auditivos ou implantes não são permitidos

Redação Jornal de Brasília

02/05/2022 19h38

Por João Vitor Rattes e Marcello Hendriks Lobo
Agência de Notícias do CEUB/Jornal de Brasília

As Surdolimpíadas de Verão, as Olimpíadas para Surdos, começaram no domingo (1), na cidade de Caxias do Sul. O Brasil sedia a competição, que teve os primeiros jogos disputados em 1924, em Paris, e ocorrem a cada quatro anos.

Para participar, os atletas deverão ter perdido 55 decibéis no seu “ouvido melhor”, e aparelhos auditivos ou implantes não são permitidos. No evento, disputam-se modalidades individuais, como atletismo, tênis e judô, e coletivas, como basquete, futebol e vôlei.

A cidade de Caxias do Sul, sede do evento, realizou diversas reformas e adaptações para receber o evento e proporcionar boas condições ao público e aos atletas. 

Dessa forma, a vice-prefeita da cidade-sede, Paula Ioris, falou com a Agência de Notícias UniCEUB sobre a organização e o legado que se deixará com o evento.

Confira a entrevista

Por quais mudanças a cidade teve que passar para tornar a experiência do evento a melhor possível? 

Principalmente na questão de estrutura física, com obras no Centro Esportivo do Sesi, a melhoria na pista de atletismo, a troca do piso do Ginásio Vasco da Gama, que irá sediar diversos jogos, a construção do estande de tiro do clube de caça e tiro da cidade, melhorias no campo de golfe e parceria com os clubes da cidade para a organização do evento. 

Qual legado a senhora acredita que as Surdolimpíadas podem deixar para a população de Caxias do Sul? 

O principal legado será o de igualdade e da superação do ser humano. Provar para toda a cidade que qualquer pessoa pode disputar um campeonato, praticar esportes sem preconceito e que podemos conviver tranquilamente com os surdos. Esperamos que toda a população possa assistir aos jogos, comprovar a qualidade dos espaços públicos, para o esporte, e o mais importante, o respeito e a igualdade com interação social. 

De quais formas o evento pode influenciar a população da cidade a acompanhar e participar dos jogos e partidas? 

São mais de 70 países participantes, e isso irá aguçar a curiosidade das pessoas para assistir aos jogos, e quem sabe conviver com as pessoas deficientes auditivas, sendo que no Brasil são mais de 10 milhões de pessoas que possuem algum grau de deficiência. Esperamos que o evento possa influenciar as pessoas a criarem a vontade de praticar uma modalidade esportiva, visando sempre que a prática de um esporte é saúde e saúde é vida.

A cidade de Caxias do Sul pode se tornar referência no meio?

Já somos referência no esporte para surdos. Em 2015 sediamos os primeiros jogos Sul-Americanos para surdos, com diversas modalidades esportivas e em 2018, tivemos na cidade o Campeonato Mundial de Handebol, para surdos, masculino e feminino. Além disso, uma grande parte dos campeonatos brasileiros têm em suas comissões técnicas, das seleções brasileiras, integrantes que são de Caxias do Sul, o que torna a cidade referência no esporte para surdos no país. Mas o mais importante, Caxias do Sul se tornará referência para o esporte de forma geral, um legado ainda maior, referência pela estrutura, para esporte, de todas as modalidades.

Foto: Agência Brasília
Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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