Menu
Torcida

Justiça condena réus por manipulação de resultados no futebol do DF

Quatro acusados recebem penas de prisão por integrarem organização criminosa que fraudava partidas do Campeonato Brasiliense de 2024 para lucrar com apostas

Redação Jornal de Brasília

31/03/2026 19h14

mane garrincha

Foto: Cristiano Costa/Fecomércio-DF

O juiz titular da Vara Criminal de Santa Maria condenou quatro réus por formarem uma organização criminosa dedicada à manipulação de resultados em partidas do Campeonato Brasiliense de Futebol de 2024, com o objetivo de obter vantagens econômicas por meio de apostas esportivas.

William Pereira Rogatto, identificado como líder do grupo, foi sentenciado a 13 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado, além de 58 dias-multa, cada um equivalente a um salário mínimo vigente à época dos fatos. Amauri Pereira dos Santos recebeu pena de 11 anos e dez meses de reclusão também em regime fechado, acrescida de 45 dias-multa no valor de 1/30 do salário mínimo por dia.

Alexandre Batista Damasceno e Nathan Henrique Gama da Silva foram condenados a sete anos de reclusão cada, em regime inicial semiaberto, com a aplicação de 30 dias-multa para cada um, fixados em 1/30 do salário mínimo por dia. A ré Dayana Nunes Feitosa foi absolvida.

A ação penal originou-se de denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), resultante da Operação Fim de Jogo. De acordo com a acusação, os envolvidos atuaram de forma estruturada para fraudar partidas oficiais, por meio de ajustes prévios e ações deliberadas de jogadores em campo, visando ganhos no mercado de apostas esportivas.

A sentença destacou a divisão de tarefas no grupo, que incluía a gestão do departamento de futebol de um clube do Distrito Federal e a influência direta nos resultados das partidas. O juiz apontou que a organização explorou a fragilidade financeira da agremiação para facilitar as fraudes.

As condenações basearam-se em relatórios técnicos que identificaram padrões anômalos de apostas, comunicações financeiras suspeitas e análises de lances que revelaram condutas incompatíveis com o normal desenvolvimento dos jogos. Foram considerados também depoimentos colhidos em juízo e provas obtidas durante a investigação.

Na decisão, o magistrado enfatizou que a manipulação comprometeu a integridade das competições esportivas e abalou a confiança do público no campeonato. Os fatos foram enquadrados como crimes previstos na legislação penal, com impactos na lisura do esporte e no funcionamento das instituições.

A sentença cabe recurso. O processo tramita sob o número 0710361-96.2024.8.07.0010 no PJe1.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado