Dois jovens pilotos de Brasília se preparam para representar o Brasil no Junior World Gliding Championships (JWGC), em Aalen, na Alemanha. O campeonato mundial júnior oficial da Federação Aeronáutica Internacional (FAI) é voltado a atletas de até 25 anos. A competição reúne os melhores talentos do voo a vela de diversos países e é considerada uma das mais exigentes da modalidade.
O JWGC é um torneio de alto nível técnico, que testa, ao longo de vários dias consecutivos de prova, habilidades como domínio da meteorologia, estratégia, navegação, tomada de decisão e performance em voo. Representar o país nesse cenário internacional envolve não apenas desempenho esportivo, mas também uma responsabilidade institucional.
Os representantes brasileiros são Tiago Raupp, de 21 anos, e Iago Manzi, de 23, ambos com trajetória consolidada no voo a vela.
A competição tem início no dia 1º de agosto e termina no dia 15 do mesmo mês. No entanto, Tiago e Iago pretendem chegar a Aalen no dia 22 de julho, para se adaptarem ao fuso horário, prepararem os equipamentos e realizarem treinos no local.
QUEM SÃO OS PILOTOS REPRESENTANTES DO BRASIL?

Tiago Raupp carrega uma tradição familiar no esporte. Ele iniciou a formação ainda na infância, realizou seu primeiro voo solo aos 16 anos e já acumula participações em campeonatos nacionais. Atualmente, voa um Jantar Std 2 e está na fase final de formação como instrutor de voo em planadores.
Já Iago Manzi é apaixonado por aviação desde cedo. Ele começou no voo a vela em 2012 e realizou seu voo solo em 2019. O piloto possui o C de Prata e o Diamante de distância pré-fixada (300 km), títulos que atestam alto nível técnico, com foco em performance, tomada de decisão e evolução contínua.

Em entrevista ao Jornal de Brasília, Iago frisou que o apoio de cada voluntário ajudará a levar o nome do Brasil para um dos níveis mais altos do voo a vela:
“Representar o Brasil em um campeonato mundial é um sonho, mas também uma grande responsabilidade. Cada apoio nos ajuda a chegar mais preparados e a levar o nome do país para um dos mais altos níveis do voo a vela” -, disse Iago
PATROCÍNIO
Apesar da conquista esportiva, a participação no campeonato depende de apoio financeiro. “Mais do que uma competição, este é um projeto de renovação do voo a vela brasileiro”, destacam os atletas, que criaram um site oficial para apresentar o projeto e captar recursos.
Existem duas formas de apoio. A primeira é o apoio individual, voltado a pessoas físicas que acreditam no esporte, na formação de jovens pilotos e no futuro do voo a vela no Brasil, podendo contribuir diretamente com a campanha.
A segunda é o apoio institucional, por meio de patrocínio de empresas e marcas. Os patrocinadores terão a marca associada a um projeto esportivo nacional pautado por disciplina, alta performance, formação técnica e representação internacional, além de visibilidade ao longo de toda a campanha, período de preparação e cobertura do evento.
“O apoio pode vir tanto de pessoas físicas, contribuindo como apoiadores individuais, quanto de empresas que queiram patrocinar o projeto e levar suas marcas ao Mundial. Cada forma de apoio ajuda a tornar possível a nossa participação” – explicou Iago.
Interessados em apoiar o projeto podem acessar o site oficial criado pelos atletas, onde estão disponíveis mais informações sobre o campeonato, os pilotos e as formas de contribuição.