As apostas24.org tem aumentado desde que saiu uma notícia a respeito de dois importantes clubes brasileiros.
Companhias de investimento com sede nos Estados Unidos estariam em negociações a fim de comprar o América Mineiro e o Vasco da Gama, segundo fontes da Bloomberg News.
As empresas seriam as companhias 777 Partners LLC e DaGrosa Capital Partners.
A negociação da compra destes dois clubes históricos do futebol brasileiro foi revelada à Bloomberg por fontes secretas após ter sido aprovada uma norma legal no Brasil que favorece o investimento de outros países no futebol brasileiro.
O 777, com sede em Miami, está em negociações para adquirir o Vasco da Gama, time do Rio de Janeiro.
O clube tem uma das bases de torcedores mais relevantes do Brasil, mas também, como muitos times, uma dívida considerável.
A recordar que o 777 já possui o Genoa na Itália, na Série A, e uma minoritária participação no time do Sevilla, em Espanha.
Localizada na Flórida, a empresa DaGrosa está em negociações com o América de Minas Gerais, uma das equipes de maior sucesso do estado mineiro.
O América Mineiro tem a reputação de desenterrar jovens jogadores talentosos que chegaram à Premier League do Reino Unido.
Como a maior parte dos times brasileiros, tanto o América Mineiro quanto o Vasco da Gama são gerenciados por organizações sem fins lucrativos, as quais normalmente realizam eleições presidenciais a cada quatro ou três anos.
As vendas potenciais ocorrem quando fundos de ações e investidores privados aproveitam as novas regras que permitem que equipes sobrecarregadas de dívidas reformulem a propriedade e modernizem suas finanças.
Um representante do 777, liderado pelos cofundadores Josh Wander e Steven Pasko, recusou-se a falar sobre a matéria divulgada pela Bloomberg, enquanto um representante do América não quis responder de forma imediata à reportagem.
Um porta-voz do Vasco da Gama disse que o futebol brasileiro deve passar por mudanças profundas nos próximos tempos e o clube tem despertado o interesse de investidores em potencial.
Quaisquer propostas serão analisadas pela administração do clube, de forma interna, disse o porta-voz do time.
Lucia Gonzalez, porta-voz do DaGrosa, disse que as negociações com uma equipe brasileira estão em andamento.
Futuro promissor para o futebol brasileiro
No início do mês de fevereiro de 2022, o investidor de Palm Beach, na Flórida, John Textor, empresário digital, afirmou que deveria realizar um investimento de cerca de 330 milhões de dólares no Botafogo do Rio de Janeiro, para inclusive pagar a dívida do clube.
Os torcedores até festejaram na perspectiva de que o investimento possa ser capaz de trazer o célebre time de volta à sua antiga glória.
Textor, que possui uma participação no time da Premier League Crystal Palace e, no RWD Molenbeek da Bélgica, uma participação é de 80%, disse que estas duas presenças estão a criar uma “família” de times de futebol.
No mês de dezembro, o ex-atacante brasileiro e lenda do futebol, Ronaldo Luis Nazário, desembolsou milhões de reais pelo controle acionário do time do Cruzeiro com o auxílio do banco da XP Inc.
De longe, a nação mais populosa da América Latina é um paraíso do futebol, com torcedores apaixonados e alguns dos melhores jogadores do mundo.
O país levou para casa o penta na Copa do Mundo, tornando o Brasil a seleção internacional de maior sucesso da história.
Mas os clubes profissionais do país não têm sido tão bem administrados e alguns estão bem endividados, com os problemas a serem agravados cada vez mais pelo impacto financeiro gerado pela Covid-19.
Nova lei
Uma lei promulgada em agosto passado permite que os times de futebol se estruturem como um novo tipo de sociedade anônima para incentivar a transição para uma gestão mais profissional, sofisticada e transparente, segundo Fernando Roitman, fundador do CIES Sports Intelligence.
Clubes como Botafogo e Cruzeiro “não tinham estrutura financeira para sobreviver”, disse Cesar Grafietti, consultor que assessora times brasileiros na gestão de suas finanças.
Enquanto as mudanças de propriedade estão reacendendo os sonhos dos torcedores, alguns investidores estão mais preocupados em tornar as equipes lucrativas novamente.
Um dos primeiros movimentos de Ronaldo após a compra do Cruzeiro, onde fez sua estreia profissional, foi anunciar que não renovará o contrato do goleiro porque é mais do que o time pode pagar, segundo Grafietti.
“Estamos entrando em um novo mundo onde os fãs precisam entender as ideias e os objetivos dos investidores”, disse ele.
A Textor está otimista com as oportunidades à frente, à medida que as equipes são apresentadas à gestão moderna e têm a chance de expandir.
“Este é o início de um modelo de negócios muito novo para o futebol brasileiro”, disse ele, acrescentando que os investidores devem ter em mente o potencial de crescimento ao fechar acordos.