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Brasília

Flotilha do Cerrado, do Iate Clube de Brasília, disputa o Brasileiro da Classe Optmist

Arquivo Geral

30/12/2016 9h00

Atualizada 29/12/2016 18h19

Divulgação

Rogério Sampaio
Especial para o Jornal de Brasília

Há 45 anos que a Classe Optmist realiza, ininterruptamente, o seu campeonato brasileiro. Nessa edição deve reunir por volta de duzentas crianças, desta vez no Iate Clube do Espírito Santo, na cidade de Vitória, entre os dias 2 e 14 de janeiro. Brasília será representada por uma equipe do Iate Clube de Brasília.

Esta edição do campeonato brasileiro reunirá cerca de 200 crianças que participaram, durante todo o ano, de diversas competições onde elas foram “ranqueadas”, por estado, por flotilha, e cada estado participante elegeu, através de critérios técnicos, regatas e campeonatos, as flotilhas que disputarão o brasileiro.

Os velejadores vão participar de dois campeonatos dentro do campeonato brasileiro: a Copa Estreante, destinada aos velejadores que nunca participaram de um brasileiro, e premia do primeiro ao décimo lugar geral, e também no feminino e masculino nas categorias mirim, infantil e juvenil.

Após a copa estreante, é disputado o campeonato brasileiro de veteranos. Este campeonato tem duas etapas, sendo uma individual, que é a principal, e uma outra etapa por equipe composta por quatro barcos, divididos em flotilhas e estado.

O campeonato brasileiro, além de apontar um campeão nacional, vai premiar, também, até o décimo lugar geral, além das categorias mirim, infantil e juvenil, masculino e feminino e, mais do que isso, os 15 primeiros colocados estarão classificados automaticamente para o campeonato sul-americano, que ocorrerá no Paraguai, em março de 2017.

“O campeonato brasileiro, então, define a equipe que vai representar o Brasil. A Associação Brasileira da Classe Optmist – ABCO, já fez a inscrição para a participação da equipe brasileira na competição. O campeonato brasileiro, juntamente com a seletiva, também já vai ranqueando os velejadores para os demais campeonatos internacionais como o campeonato mundial de Optmist, o campeonato europeu e o campeonato norte-americano”, explica Flávio Patrício, secretário nacional da ABCO.

Durante o campeonato brasileiro, estima-se a participação de cerca de 500 pessoas, entre atletas, técnicos e familiares dos velejadores o que torna a competição o maior evento de vela disputado no País em termos do número de barcos dentro d´água e de pessoas e infraestrutura envolvidas.

“Não existe outra classe no Brasil que agregue um número tão expressivo de velejadores em uma competição que dura dez dias, como é o caso do campeonato brasileiro de Optmist”, exalta o dirigente.

Tradição na formação de bons velejadores

Ao longo desses 45 anos de campeonato brasileiro, a classe Optmist formou diversos velejadores, com destaque para um em especial: Robert Scheidt, multicampeão mundial e Olímpico nas Classes Laser e Star.

“Isso acontece, também ao redor do mundo inteiro. Os melhores velejadores, salvo algumas exceções, começaram mesmo no Optmist”, reforça Patrício.

A partir desse entendimento não se configura em nenhum exagero afirmar que a Classe Optimist é o verdadeiro celeiro de onde surgem os melhores velejadores do mundo. É o início de uma trajetória que dependendo do empenho e da vontade desses garotos e garotas podem leva-los ao mais alto lugar do pódio.

“Só lamentamos que a mídia, de uma forma geral, não dá o devido destaque para o Optmist, e quando trata da vela, costuma dar destaque, merecido, diga-se de passagem, aos velejadores já consagrados e apoiados em gordos patrocínios. Como o Optmisit ainda não é uma Classe alvo da mídia, como deveria de ser, é deixada de lado, a despeito de atrair o interesse de milhares de crianças, familiares e amigos, configurando-se um mercado de largo potencial pouco ou quase nunca explorado”, conclui Patrício.

Para a velejadora Marina Garrido, a mais experiente da Flotilha do Cerrado, que já vai para seu quarto e último campeonato brasileiro, uma vez que vai estourar a idade, a participação nesse tipo de evento é extremamente especial e fundamental na formação dos jovens velejadores.

“Para os que participam pela primeira vez de um campeonato brasileiro é uma experiência muito legal. No caso dos velejadores de Brasília ainda há a questão de se velejar em água salgada, menos densa, com ondas, o que torna a experiência ainda mais sensacional”, explica Marina.

A jovem velejadora afirma que apesar das diferenças entre se velejar no lago e no mar, a equipe de Brasília está muito bem preparada e não fica devendo em nada, em termos técnicos, às demais equipes que disputarão o brasileiro.

“Acho que estamos no mesmo nível das demais equipes, a preparação foi forte, com a realização de várias clínicas e treinos especiais, portanto acho que teremos uma boa participação”, disse Marina.

Além de Marina Garrido, a equipe do Iate Clube de Brasília contará com os seguintes velejadores(as): Bernardo Griesinger Ávila, Bruna Di Croce Patrício, Carolina Ponchio Ferreira, Júlia Vilas Boas Sampaio, Juliana Alves de Seixas, Luiz Felipe do Amaral.

Flotilha do Cerrado treinando forte no Lago Paranoá

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