A Fórmula 1 afirmou neste sábado que acompanha “de perto” a escalada das tensões no Oriente Médio, após novos ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A preocupação surge às vésperas do início da temporada e a poucas semanas dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, marcados para abril.
Um míssil iraniano atingiu uma base da Marinha dos Estados Unidos a cerca de 30 quilômetros do Circuito de Sakhir, no Bahrein, onde estava programado um teste de pneus da Pirelli neste fim de semana. A atividade, que contaria com carros de Mercedes e McLaren e simulações em pista molhada para desenvolvimento de compostos de chuva, foi cancelada por questões de segurança.
A escalada do conflito levou ao fechamento do espaço aéreo em partes do Oriente Médio e afetou hubs importantes, como Dubai e Doha. Integrantes das equipes e da própria F1 que fariam deslocamentos pela região tiveram de reorganizar voos rumo à Austrália, palco da abertura do campeonato no próximo fim de semana, em Melbourne.
Apesar do cenário, a categoria não vê impacto imediato no início da temporada. Em nota, a Formula One Management (FOM) destacou que as três primeiras etapas – Austrália, China e Japão – estão fora do Oriente Médio. “Como sempre, monitoramos de perto qualquer situação como essa e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades relevantes”, informou a entidade
Bahrein e Arábia Saudita estão previstos para receber a quarta e a quinta etapas do calendário, em 12 e 19 de abril, respectivamente. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) também acompanha os desdobramentos.
Por ora, a posição oficial é de cautela e monitoramento constante. A realização das etapas no Oriente Médio segue mantida no calendário, mas a evolução do conflito será determinante para qualquer decisão futura.
Estadão Conteúdo