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Estigma do squash dificulta patrocínio, lamenta presidente de entidade; veja vídeo

Falta de apoio empresarial é apontada como um dos principais obstáculos para o desenvolvimento do squash no DF

Redação Jornal de Brasília

21/09/2026 15h04

silvia e matheus materia agencia ceub

Foto: Reprodução

Redação Jornal de Brasília/Agência UniCeub
Por André Delattre, Pedro Dias João Delattre

A presidente da Federação Brasiliense de Squash, Silvia Frabetti, aponta que o esporte sofre com a falta de patrocinadores..

Para ela, o mercado corporativo brasileiro ainda não enxerga o squash como uma modalidade atrativa para investimento, por ser visto, pelo senso comum, como um esporte de elite.

“E assim, o squash, por ser um esporte considerado de elite, ele não tem grandes investidores ainda. A gente viu lá no Egito que a BYD patrocinou lá”, diz Silvia.

O atleta juvenil Matheus Sbardelinni é exemplo disso. Considerado o principal jogador de Squash no país, líder no ranking nacional sub-19, 3 vezes campeão sul-americano, vencedor de 5 campeonatos brasileiros e responsável por dar ao Brasil o prestígio, histórico, de estar na 12ª colocação por equipes, sofre por falta de patrocínio financeiro.

Matheus, que disputou em dois Mundiais, tanto no Egito quanto no Canadá, recebe apenas parceria da Capital Recovery, que auxilia na recuperação muscular, e da Capital Squash Center, que oferece desconto nos treinamentos com o técnico Diego Bolzan.

Segundo Silvia, em países onde o squash é mais expressivo, como Canadá e EUA, os atletas têm grandes patrocinadores, como a jogadora americana Olivia Weaver e o jogador canadense David Baillargeon, atuais número 1 do ranking. Já no Brasil, o esporte no momento nunca chegou a atrair investidores de peso.

“a gente tem os filiados, que a taxa de filiação é 120 reais. Mal dá para a gente fazer um troféu, uma camiseta. A federação hoje, ela não tem condições de, por exemplo, bancar uma viagem de um atleta”, relata a presidente

Silvia aborda que essa falta de patrocínio resulta em sobrecargas financeiras nas famílias, e que os apoios parciais de clubes, embora ofereçam ajuda de forma válida, é insuficiente para manter um atleta de alto rendimento. Segundo Silvia, esse esporte exige investimentos contínuos, seja com os equipamentos, clubes privados, horas de quadra ou academia.

Democratização

O squash é um esporte praticado majoritariamente em academias particulares e clubes fechados, somando com o custo elevado de raquetes e bolinhas, forma-se uma barreira financeira para a população geral.

“É um esporte caro em vista de outros esportes. Hoje, os locais que se pratica o squash, ou é na Capital Squash Center, você tem que se associar para usar as quadras ou ser sócio do Yacht Club”, diz Silvia

Silvia argumenta que uma construção de quadra pública de squash exigiria pouco espaço e seria uma infraestrutura barata e viável para os centros urbanos, o que contradiz a suposta reputação de luxo do esporte.

Embora iniciativas pontuais da federação tenham levado mais de 300 alunos de escolas públicas para assistir ao Campeonato Sul-Americano, a democratização depende de incentivo governamental para criar projetos, a exemplo do Squashinhos, um projeto do Rio de Janeiro que une squash e apoio pedagógico.

“Acho que falta políticas públicas para divulgar mais esta modalidade. E também incentivo das próprias empresas privadas a patrocinar.”, diz Silvia

Expectativas

Matheus concilia uma rotina intensa, sai da escola ao meio‑dia e, minutos depois, já está em quadra, mantendo treinos diários e preparação física no clube que o apoia desde a infância. Prepara a transição ao profissionalismo, quando concluir o ensino médio, ingressará na Professional Squash Association (PSA) e buscará pontos em torneios internacionais, mirando abertos como o US Open.

“E eu sinto que se eu não correr atrás, tanto de patrocínio pro meu filho, de apoio pra ele poder ir pra fora. Porque eu acho que aqui no Brasil a carreira dele já não dá mais. Ele tem que ir para fora para treinar com novos técnicos.”, Conclui Silvia

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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