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Torcida

Devoção; por que não antes?

Redação Jornal de Brasília

07/04/2020 10h01

Atualizada 08/04/2020 9h31

Por Petronilo Oliveira e Olavo David Neto
redacao@grupojbr.com

[Petrô] O dia 7 de abril é sempre diferente para mim (Petronilo Oliveira). Fico feliz por ser o dia do jornalista. Por outro lado, sempre bate uma lembrança do meu pai, que mais (ou talvez o único parente) que me apoio a seguir essa profissão, pois ele faleceu em 7 de abril de 2005 – há exatos 15 anos.

[Petrô] Contramão

No dia 7 de abril de 2010, um veículo de comunicação fez justamente o contrário do que muitos estavam a fazer. A empresa demitiu 90% da equipe do site, eu estava no meio e fiquei bastante chocado. Não só por ter sido demitido, pois nunca tive contrato vitalício em lugar nenhum, apenas trabalho bastante, mas nem sempre é o suficiente para se manter empregado. O que me deixou abismado foi a decisão de mexer no site do Jornal, sendo que a Internet já vinha mostrando que estava “dominando o mundo”.

[Petrô] Entenda a ligação

Mas o que tem a ver uma coluna de esporte com tudo isso que escrevi? A falta de notícia faz com que algo quase que imperdoável no mundo das arquibancadas, bares, enfim de torcedores aceitarem. Em 1974, meu pai saiu de Recife e veio morar em Brasília. Era torcedor do Sport-PE, mas não conseguia a ter acesso a nada do time que torcia, pois segundo ele, só se transmitia Campeonato Carioca nos rádios. Assim, ficou encantado com a geração do Flamengo, de Zico, Leandro e companhia limitada e passou a torcer para o rubro-negro carioca.

[Petrô] Inspiração

Ele não era jornalista, mas sempre foi um crítico. Nunca cairia em fake news nem aceitava imposições. Respeitava hierarquia, mas sempre democraticamente. Ele era formado em administração e já saiu de um lugar (prefiro não citar qual igreja) em que fazia trabalho voluntário porque a conta não fechava. Portanto, essa influência ele teve na minha vida jornalística.

Pé atrás

A partir de hoje, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) destinará R$ 19,1 milhões a clubes que disputam as Séries C e D do Campeonato Brasileiro, A1 e A2 do Brasileiro Feminino, e também para as 27 federações estaduais. Segundo a entidade, 140 equipes serão beneficiadas com o repasse para “cumprir seus compromissos com os jogadores e jogadoras durante o período de paralisação do futebol” em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Muito linda essa iniciativa. Porém, se é a entidade máxima do futebol brasileiro e vive vendendo a marca mundo afora, realiza amistosos nunca no Brasil e sempre com boladas entrando nos cofres, por que não teve sempre essa ajuda?

Outra dúvida

Por que a CBF não ajuda também os clubes que mais precisam, que são os chamados “fora de série”, que não estão nem nas Séries A, B, C e D? Por mais que não estejam disputando competições a ela pertencentes, representa um enorme percentual de clubes que mantém pessoas empregadas e certamente precisam mais ajuda. Clubes, aprendam! Parem de cobrar ajuda do Estado. Cobrem da CBF e das Federações a ela filiadas.

[Olavo] Pequenos nunca!

É sempre complicado torcer para times de menor expressão. Muito além da qualidade ou da competitividade, dos torneios e dos troféus erguidos, é difícil acompanhar o noticiário nacional e não ver uma única menção ao seu clube na TV ou no rádio. Morando longe da terra natal – no meu caso, Natal -, nem se fala. Já residi em Criciúma (SC), no Rio, e, agora, em Brasília, e só nos últimos oito anos, mais ou menos, ficou mais fácil acompanhar jogos e noticiários relativos ao ABC, meu time do coração.

[Olavo] A César…

A maior parte disso se deve, claro, aos profissionais da imprensa que tanto se esforçam para manter o torcedor informado, seja nos veículos, seja nas redes. De cabeça, cito Mallyk Nagib, ex-CBN e agora na TV Assembleia, o eterno Dionísio “Gringo” Outeda, da 98 FM e Rodrigo Ferreira, da CBN. Eu, jornalista, agradeço de coração aos repórteres que me mantêm bem informado sobre o futebol da minha terra. Certamente são um pouco responsáveis por continuar abecedista, e não apenas mais um torcedor do Flamengo (sempre na mídia), Vasco, Palmeiras, Corinthians, etc.

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