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Torcida

Croácia e Inglaterra decidem segundo finalista da Copa

Arquivo Geral

11/07/2018 7h00

Atualizada 10/07/2018 22h04

REUTERS/Carl Recine

A Croácia tem mais uma missão dura na Rússia. Ela desafia os inventores do futebol, a Inglaterra, para chegar à sua primeira final de Copa do Mundo. Inglaterra e Croácia não estavam cotadas para serem semifinalistas. Por isso, fazem nesta quarta-feira (11), em Moscou, às 15h, um confronto de surpresas.

Os dois países foram beneficiados pela eliminação precoce de seleções tradicionais. A Suécia, adversária dos ingleses nas quartas, roubou a vaga da Alemanha, atual campeã. A Rússia, oponente da Croácia também nas quartas, havia eliminado a Espanha, campeã em 2010. Com isso, as duas tiveram um caminho teoricamente mais fácil.

O retrospecto também comprova que não eram favoritas. A Inglaterra tenta chegar à final pela primeira vez desde 1966, quando conquistou o título em casa. Há 28 anos, o time não alcançava uma semifinal de Copa. A Croácia nunca foi finalista e chegou entre as quatro uma vez, em 1998, quando conquistou o terceiro lugar.

A Croácia, entretanto, nega o rótulo de zebra. O técnico Zlatko Dalic afirmou que sua equipe tem jogadores nos grandes clubes europeus. Ele acredita que a falta de bons resultados recentes levou a uma subvalorização do time.

“A Croácia tem ótimos jogadores em grandes clubes da Europa. É verdade que não conseguimos um resultado importante como seleção nos últimos anos. Estivemos abaixo do que podemos. Mas não deveria ser surpresa que estamos entre os quatro finalistas, pela qualidade dos jogadores”, afirmou o treinador. “Essa é a chance de estarem na história. O fato de termos jogadores em grandes clubes como Real Madrid e Barcelona mostra que eles têm qualidade”.

O elenco croata é badalado. Luka Modric, do Real Madrid, é o grande astro da seleção. Ao seu lado estão Rakitic, do Barcelona e Mario Mandzukic, da Juventus.

A Inglaterra chegou desacreditada à Rússia por dois motivos principais. O técnico Gareth Southgate dirigia a seleção sub-21, não tem títulos relevantes e só assumiu o cargo depois de o treinador principal ter sido afastado por envolvimento em irregularidades na transferência de jogadores. Foi uma prova de fogo para sua própria carreira. Além disso, a Copa é o primeiro grande teste de um time jovem, que tem em média 25 anos.

“Não estou acostumado com isso na minha carreira. Estou muito orgulhoso da reação da torcida. Isso não é apenas sobre a maneira como jogam, eles são grandes embaixadores do nosso país”, elogiou.

A ascensão do time inglês na competição pode ser medida pelo entusiasmo da torcida. Depois de um início tímido em várias sedes, os ingleses finalmente estão sendo ouvidos nos estádios. Eles adotaram o lema “Football is coming home” (O futebol está voltando para casa). A música foi tema da Eurocopa de 1996, sediada no país. Hoje, faz referência a um possível título do país onde foi criado o futebol.

Jornal de Brasília

Pênaltis

A Inglaterra tem sido consistente, mas ainda não teve uma grande atuação na Copa. A Croácia fez uma grande fase de grupos – venceu a Argentina por 3 x 0 -, mas suou nas últimas partidas diante de adversários teoricamente mais fracos, como Dinamarca e Rússia. Por isso, não será surpresa mais uma decisão por pênaltis.

Os croatas avançaram dessa forma dramática duas vezes nesse Mundial graças ao goleiro Subasic. Já os ingleses superaram o drama histórico de três eliminações seguidas em Copas do Mundo na decisão eletrizante diante da Colômbia, pelas oitavas de final.

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