Desde os primórdios do futebol profissional, a América do Sul e a Europa se estabeleceram como os principais centros do esporte. No entanto, nas últimas Copas do Mundo, o Velho Continente conseguiu um domínio que só foi quebrado em 2022, com o título da Argentina. Agora, os torcedores estão aproveitando as melhores casas de apostas para tentar prever como serão os próximos confrontos entre sul-americanos e europeus.
De 2006 até 2018, foram quatro edições seguidas vencidas por seleções da Europa: Itália, Espanha, Alemanha e França, respectivamente.
Uma hegemonia assim jamais havia sido vista no Mundial. Via de regra, a cada quatro anos a taça saía de um continente para o outro. As duas únicas exceções tinham sido os bicampeonatos de Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962).
Agora, com o título da Argentina, o futebol sul-americano poderá recuperar sua força e voltar a equilibrar o duelo com os rivais europeus?
Embora Messi e companhia tenham feito uma campanha brilhante no Catar, o cenário não parece indicar que a Europa vá perder seu favoritismo na Copa do Mundo. Nos últimos anos, o futebol evoluiu muito no Velho Continente, com os melhores profissionais do planeta indo para lá.
Além disso, o continente tem vantagem numérica, e países como Espanha e França, principalmente a última, se tornaram forças importantes no futebol. Mas, mesmo seleções como Croácia e Bélgica, que costumam revelar bons jogadores, conseguiram eliminar o Brasil nas últimas duas Copas do Mundo.
Já entre as seleções sul-americanas, o Brasil, como os resultados recentes atestam, passa por uma crise severa e ainda não deu indícios de que algo vá mudar para as próximas edições do Mundial.
O país, que antes revelava diversos craques, agora sofre para garimpar talentos. A Argentina, por sua vez, apesar do título na Copa do Catar, é dependendente de Lionel Messi, que já tem 36 anos. Como será o desempenho do time quando o capitão se aposentar?
E não é “apenas” Messi que irá pendurar as chuteiras em breve. Ángel Di María, outro jogador de destaque dessa geração argentina, tem 35 anos e talvez tenha disputado seu último Mundial no Catar.
Com as duas principais potências sul-americanas passando por momentos de incerteza, o título argentino, em vez de revelar um trabalho de recuperação das seleções do continente, mostra-se mais como uma obra do acaso, do talento que sempre brota nos países da América do Sul.
A tendência, portanto, é de que a Europa continue levando vantagem na Copa do Mundo. Mas, no futebol, tudo pode acontecer – e nunca se pode desconsiderar as seleções sul-americanas, principalmente Brasil e Argentina.