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Conheça os brasileiros que disputarão os Jogos de Inverno de Pequim

O país terá atletas em cinco esportes: esqui cross-country, esqui estilo livre, esqui alpino, bobsled e skeleton

O COB (Comitê Olímpico do Brasil) anunciou nesta segunda-feira (17) a delegação de dez atletas que representará o Brasil nos Jogos de Inverno de Pequim-2022. O total de nomes anunciados chega a 11, mas um dos cinco integrantes da equipe de bosbled é inscrito como reserva. Por isso a conta oficial é de dez brasileiros nas Olimpíadas chinesas, número inferior ao recorde de 13 representantes na edição de Sochi-2014.

O país terá atletas em cinco esportes: esqui cross-country, esqui estilo livre, esqui alpino, bobsled e skeleton. A principal aposta da delegação é em um esporte estreante para o Brasil, o skeleton. Nos últimos meses, Nicole Silveira conquistou resultados relevantes, como o título da Copa América, o oitavo lugar no evento-teste dos Jogos e a nona colocação em uma etapa de Copa do Mundo.

A meta da gaúcha para Pequim-2022 é figurar no top 10, resultado que seria histórico. O melhor desempenho do país nos Jogos de Inverno foi o nono lugar de Isabel Clark no snowboard, em 2006.

Nicole e os esquiadores Manex Silva, Bruna Moura e Sabrina Cass são estreantes nos Jogos. Caso haja realocação de vagas, mais dois brasileiros poderão ser beneficiados: Marina Tuono no monobob (modalidade individual do bobsled) e Augustinho Teixeira no snowboard. As Olimpíadas de Pequim têm a cerimônia de abertura marcada para 4 de fevereiro e vão até o dia 20.

Conheça a delegação brasileira

Skeleton
Nicole Silveira, 27, teve rápida ascensão no skeleton desde 2018, quando começou a praticar a modalidade. Antes disso, ela, que também é enfermeira, tinha uma trajetória de apenas uma temporada no bobsled. Moradora do Canadá desde os sete anos, a gaúcha de Rio Grande já praticou dança, ginástica artística, vôlei, futebol, fisiculturismo e levantamento de peso antes de se encontrar nas pistas de gelo.

No skeleton, o objetivo é percorrer uma percurso com curvas fechadas e velozes no menor tempo possível. O trenó, que pode chegar a 140 km/h, lembra um carrinho de rolimã com lâminas, sobre o qual o atleta se lança de bruços.
Será a primeira participação do Brasil nesse esporte em uma edição dos Jogos.

Quando compete: o skeleton feminino será disputado nos dias 11 e 12 de fevereiro

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Bobsled​

O Brasil participará pela quinta vez (também esteve em 2002, 2006, 2014 e 2018) do esporte que, assim como o skeleton, consiste em descer pistas de gelo num trenó em alta velocidade. Nesse caso, um treno de porte maior. O país disputará duas modalidades, 2-man e 4-man.

Edson Bindilatti esteve nas quatro edições anteriores. Ele é o piloto do trenó e estará presente tanto na dupla, com Edson Martins, 32, como no quarteto, ao lado também de Rafael Souza, 25, e Erick Vianna, 28. Jefferson Sabino, 39, que disputou os Jogos de Pequim em 2008 no salto triplo, viaja como reserva.

A equipe brasileira precisou superar recentemente a perda de Odirlei Pessoni, que disputou o bobsled em Sochi-2014 e PyeongChang-2018. Pessoni morreu em um acidente de moto em março de 2021. Durante as etapas de classificação para os Jogos, uma foto dele foi levada pelos colegas no capacete e no trenó.

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“Quando a gente começou, não sabia muito o que fazer, tivemos muito suporte de outros times, de treinadoras estrangeiros. Hoje, chegamos muito mais maduros. A expectativa é chegar à final. São 28 times no 4-man e 30 no 2-man. Nós queremos estar entre os 20 melhores”, disse Bindilatti.

O baiano de 42 anos, que da mesma forma que os companheiros começou no atletismo, afirmou que esta será a sua última participação olímpica como atleta.

Quando competem: o bobsled será disputado de 14 a 20 de fevereiro, primeiro com as duplas e depois com o quarteto

Esqui cross-country
Jaqueline Mourão, 46, participará de nada menos do que a sua oitava edição de Jogos Olímpicos, a quinta de inverno (após 2006, 2010, 2014 e 2018), que se soma a três no ciclismo mountain bike (2004, 2008 e 2020). Ela ficará isolada com o recorde brasileiro de participações no megaevento, superando as sete de Robert Scheidt, Formiga e Rodrigo Pessoa.

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A veterana competirá no esqui cross-country, modalidade de longas distâncias, assim como a novata Bruna Moura, 27, que teve Jaqueline como sua mentora tanto no ciclismo como no esqui.

A trajetória de Bruna na bicicleta foi abreviada após ela descobrir um problema cardíaco. Quando conseguiu realizar uma cirurgia e retornou ao esporte, voltou no esqui com rodas, antes de migrar para a neve. Ainda não estão as definidas as provas de que elas participarão, mas há chances de competirem de forma inédita na disputa de duplas.

Outro estreante nos Jogos será o hispano-brasileiro Manex Silva, 19, que entrará em todas as provas individuais. Nascido no Acre, ele tem pai espanhol e mãe brasileira e vive na Europa desde a infância. Conheceu o esqui por morar perto dos Pirineus e obteve apoio para competir pelo Brasil. Manex participou dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude em 2020 e foi o melhor sul-americano.

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Quando competem: o programa do esqui cross-country vai dos dias 5 a 20 de fevereiro

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Esqui estilo livre
Outra jovem estreante nas Olimpíadas será Sabrina Cass, 19. Ela é filha de mãe brasileira e nasceu nos Estados Unidos. Cresceu esquiando em Park City (sede dos Jogos de Inverno de Salt Lake City-2002) e foi campeã mundial juvenil em 2019, como representante dos EUA. Passou a defender o Brasil há cerca de seis meses. “Quando estava no time americano, sentia que estava esquiando mais por outras pessoas do que por mim”, afirmou Sabrina ao Olympics.com. “Foi uma decisão difícil, mas que eu estou muito feliz de ter tomado.”

Sua prova é o moguls (descida da montanha com ondulações, na qual a atleta faz acrobacias), considerada uma das mais nobres do esqui e na qual o Brasil fará sua estreia nos Jogos.

Quando compete: Sabrina estreia antes mesmo da cerimônia de abertura, no dia 3 fevereiro; as finais do moguls serão no dia 6

Esqui alpino

O cearense Michel Macedo se mudou aos três anos com a família para os Estados Unidos e começou a treinar e competir cedo no esqui. Aos 18 anos anos, ele precisava escolher um país para representar e optou pelo Brasil.

Sua estreia nas Olimpíadas foi em 2018, mas não conseguiu terminar a prova por causa de uma lesão. Ele voltará aos Jogos mais experiente, aos 23, em busca de um bom resultado.

No esqui alpino, os atletas descem uma montanha deslizando por um percurso com curvas sinuosas e saltos. Michel compete nas provas de slalom e slalom gigante, em que o competidor precisa passar por portas durante o percurso.

Quando compete: as provas de Michel serão nos dias 13 e 16 de fevereiro

Matéria publicada em 17 de janeiro de 2022 16:39

FolhaPress

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