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CBV recorre ao STF contra lei de Londrina que proíbe atletas trans no vôlei

A confederação busca suspender a norma que interfere nas semifinais da Copa Brasil, afetando diretamente a jogadora Tiffany Abreu.

Redação Jornal de Brasília

27/02/2026 16h59

Foto: Carolina Oliveira/Osasco

Foto: Carolina Oliveira/Osasco

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender uma lei municipal de Londrina, no Paraná, que proíbe a participação de atletas transgêneros em eventos esportivos na cidade.

O pedido foi apresentado na última quarta-feira (25) e é relatado pela ministra Cármen Lúcia. A norma, que entrou em vigor em 2024, interfere nas semifinais da Copa Brasil de vôlei, programadas para este final de semana no município paranaense.

A proibição afeta diretamente a atleta Tiffany Abreu, a primeira mulher transgênero a disputar competições de vôlei no país. Ela integra o time do Osasco São Cristóvão Saúde, que tem partida marcada para esta sexta-feira (27) contra o Sesc RJ Flamengo, no ginásio do Moringão, em Londrina.

Na ação, a CBV argumenta que Tiffany Abreu está devidamente registrada e apta a competir, conforme os regulamentos da entidade, que autorizam a participação de atletas trans nas competições nacionais, desde que cumpridos os requisitos de elegibilidade. A confederação destaca que a atleta já participou de partidas anteriores sem intercorrências.

Em nota, o Osasco São Cristóvão Saúde reforçou o apoio à jogadora, que atua profissionalmente há mais de oito anos com conduta exemplar e em conformidade com os critérios médicos da CBV. O clube enfatizou seus valores de inclusão, diversidade e respeito, defendendo o direito constitucional de Tiffany ao trabalho e à prática esportiva, livre de discriminação.

Com informações da Agência Brasil

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