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Catar 2022: a Copa do Mundo mais cara e esquisita

Arquivo Geral

31/10/2022 0h10

Atualizada 11/12/2024 17h08

Expectativa da Fifa é alta para o primeiro Mundial disputado no Oriente Médio em quase 100 anos de torneio

Quando o Catar foi anunciado país-sede da Copa do Mundo, em 2010, uma série de dúvidas pairavam sobre a candidatura do pequeno país, que ia desde a infraestrutura leve até a ausência de uma cultura de futebol presente nesta sociedade. Imediatamente após o resultado, o comitê organizador se movimentou para criar, do zero, condições para abrigar o maior torneio de futebol do planeta.

Cerca de 2 milhões de habitantes viviam no Catar quando a candidatura para sediar a Copa foi aceita, fato que mostra como a ideia era tida, por muitos, como impensável em outros tempos. Empolgados pelo sucesso do primeiro mundial fora da Europa ou das Américas, que aconteceu em 2010, e também pela riqueza em petróleo do país árabe, transformar o Catar na maior concentração esportiva do mundo, por um mês, pareceu tarefa mais empolgante que complicada.

O país investiu mais de 200 bilhões de dólares, cerca de 1 trilhão de reais, para criar uma cidade do zero para o evento. Lusail, que será palco da final do Mundial, deve receber por volta de 1,5 milhão de torcedores de todos os cantos do planeta.

Para os brasileiros, que se habituaram ao longo da história a obras públicas intermináveis, chega a ser impressionante como o Catar reuniu condições para se tornar o foco do mundo em apenas doze anos.

Mas como o Catar conseguiu construir tanta coisa em tão pouco tempo? Impulsionado pelo mercado dos hidrocarbonetos, um dos principais componentes do petróleo, além de seus derivados, como o gás natural, o país espera mudar de vez a forma como é enxergado por outras nações.

Com a Copa logo aí, o Catar anunciou acordos para que boa parte da população trabalhe de casa, numa tentativa de criar mais espaços para os milhões de visitantes que chegam ao país a partir de novembro. As escolas também serão fechadas até o fim do evento e até mesmo veículos foram retirados das ruas para que o tráfego funcione melhor.

Preocupados com o consumo excessivo de álcool, por parte dos torcedores, os organizadores da Copa esperam que a curta distância entre um estádio e outro facilite a presença dos fãs em mais de um jogo por dia – o que os tiraria das ruas. Ainda houve um esforço para promover viagens turísticas a países próximos, como a Arábia Saudita.

Mas não é só a estrutura do país que recebeu um investimento gigantesco: a Fifa anunciou, no início do ano, que vai pagar mais de 2 bilhões de reais em premiações no torneio, valor que corresponde 10% a mais em comparação ao último mundial, disputado na Rússia.

Todas as seleções classificadas para a Copa do Mundo recebem o que a organização chama de ‘ajuda de custo’, no valor de 1,5 milhão de dólares, para a preparação de cada país para o torneio. Quem for eliminado ainda na fase de grupos volta para casa com US$ 9 milhões, os que caírem nas oitavas embolsarão US$ 13 milhões e, quem ficar pelo caminho nas quartas, recebe US$ 17 milhões.

Na fase final, o prêmio em dinheiro é calculado de acordo com a colocação do país no torneio: o quarto lugar embolsa US$ 25 milhões, o terceiro ganha US$ 27 milhões e o vice-campeão, apesar da derrota, receberá US$ 30 milhões.

O Brasil, que é a seleção que mais venceu a Copa do Mundo, vai em busca do hexacampeonato no Catar. Se conquistar o título, o país receberá US$ 42 milhões, o maior prêmio da história em Mundiais.

Lusail foi projetada com 175 km de tubos que compõem um sistema de refrigeração, pensado para conter as temperaturas que chegam a ultrapassar os 50 graus no verão. No entanto, a expectativa é de que o clima seja bem mais tranquilo na época da Copa, época em que o Oriente Médio vive o inverno.

Com início no dia 20 de novembro, é o povo brasileiro quem se prepara para aproveitar a Copa vivendo o verão, fato raro entre Mundiais. A ideia da Fifa era justamente evitar que jogos acontecessem em temperaturas a mais de 40 graus, como aconteceu em 1994, no Mundial sediado nos Estados Unidos. Aquela Copa ficou conhecida como a mais quente da história.

Em clima de verão, com os álbuns de figurinha completos e embalados pela obsessão do Hexa, os brasileiros já estão em clima de Copa do Mundo. De olho em quais craques devem brilhar em campo, nas seleções que carregam o favoritismo do título e nas promessas do futebol mundial, os torcedores já começam a fazer suas apostas influenciados pelo marketing e incentivados pelas casas de apostas com bônus e sem depósito.

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