Gabriel Lima
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Um time de Brasília embarca amanhã para o Chile e carrega na bagagem a responsabilidade de ser o representante brasileiro na tradicional Copa Pancho de basquete, um dos mais importantes torneios da categoria Sub-16 da América Latina. De domingo até o próximo dia 3 fevereiro, os garotos do Lance Livre Esportes estarão na cidade de Valparaíso para a disputa da 29ª edição da competição.
Em 2018, 12 times – número recorde no torneio – de Chile (8), Argentina (3) e Brasil (1) estão na briga pelo título. Atual campeão, os hermanos do Hindú Club Córdoba confirmaram presença e estão de olho no bicampeonato. No ano passado, os argentinos despacharam os brasileiros na semifinal (80 x 57).
A derrota não abalou a turma do técnico Marco Aurélio Carvalho e o Lance Livre terminou a Copa Pancho em terceiro, ao vencer a seleção de Valparaíso (62 x 58).
No histórico da competição, os brasilienses chegam para a sua quarta participação. Além da presença no campeonato passado, o clube acumula ainda dois quartos lugares (1996 e 2016).
E para fazer diferente nesse ano, o técnico será Ricardo Oliveira. O treinador, com passagens pela seleção Sub-15 do Brasil e pelo profissional do Sport Recife, destaca a importância da competição para Brasília. “Esse campeonato é fundamental para a cidade. Quando acabou o UniCeub, ouvi muita gente dizendo que o basquete de Brasília tinha acabado, mas esqueceram que o esporte vai além do profissional” destacou Ricardo Oliveira. “O basquete de Brasília não morre. Sempre vamos ter representantes nas principais competições”, completou o treinador, em referência aos dois times da cidade na Liga Ouro: Cerrado Basquete e Universo.
Destaques
Os principais jogadores do Lance Livre são os xarás Guilherme Peres de Freire, de 16 anos, e Guilherme Carvalho dos Santos, de 15 anos. “Quando você vai para outros lugares, adquire experiências diferentes e melhora cada vez mais. O campeonato é de boa qualidade e os times são fortes”, disse Guilherme Carvalho. “Além disso, tem técnicos de outros países, outros times nos observando. A visibilidade é muito boa”, completou Guilherme Freire.
Bons de bola e também de escola
Parceiro e único patrocinador do Lance Livre, a escola Santa Dorotéia conta com um projeto esportivo educacional em que os atletas da escolinha também são alunos do colégio. De acordo com Ricardo Oliveira, essa parceria é inspirada nos moldes norte-americanos. “Eles dão bolsa de estudos para alguns jogadores. É o que garante o futuro deles, já que alguns podem não seguir a carreira no esporte”, destaca o treinador. “Mas eles têm que ter nota boa, não adianta só vir jogar e esquecer os estudos”.
Guilherme Freire destaca a importância de conciliar a escola com o esporte. “Temos sempre que manter as boas notas no colégio para continuarmos jogando basquete. Nós aliamos os nossos estudos ao nosso jogo”, finalizou.
Saiba mais
A preocupação principal do Lance Livre Esporte é a base. Segundo Ricardo Oliveira, a escolinha recebe jogadores de 6 a 18 anos e já foi responsável por formar alguns atletas que hoje disputam o Novo Basquete Brasil. São os casos do ala/pivô Ronald, que jogou no Brasília até 2016; dos irmãos Luiz Mendonça, armador, e Pedro Mendonça, ala, da Liga Sorocabana e do Caxias, respectivamente; e os alas Danilo Sena, do Pinheiros, e Danilo Monteiro, do Flamengo. “Eles ralaram aqui nessa quadra de cimento e servem de inspiração para esses garotos”, Lembrou o técnico.