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Bola aérea destrava jogo duro, e Palmeiras vai às quartas da Libertadores

Um cabeceio do beque destravou no fim do primeiro tempo um jogo que era muito duro para os comandados de Abel Ferreira

Redação Jornal de Brasília

19/08/2026 21h46

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Reprodução Redes sociais

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Foi de um paraguaio o gol que decidiu o confronto entre Cerro Porteño e Palmeiras, nas oitavas de final da Copa Libertadores. Para alegria dos torcedores palmeirenses, foi do zagueiro Gustavo Gómez, que definiu a vitória por 1 a 0 dos visitantes no estádio La Nueva Olla, em Assunção, na noite de quarta-feira (19).


Um cabeceio do beque destravou no fim do primeiro tempo um jogo que era muito duro para os comandados de Abel Ferreira. Como o duelo de ida, no Nubank Parque, em São Paulo, havia terminado em empate por 1 a 1, o triunfo pelo placar mínimo foi suficiente para a formação brasileira.

O adversário na próxima fase da competição continental será conhecido na noite de quinta (20) e sairá do confronto entre LDU e Mirassol, no estádio Casa Blanca, nos 2.850 m de Quito. Na primeira partida, disputada no Maião, em Mirassol, no interior de São Paulo, houve igualdade por 1 a 1.


No Paraguai, o embate de terça teve início com o Palmeiras em dificuldade. Abel Ferreira apostou em um time com três zagueiros e colocou na vaga de Andreas Pereira, suspenso, Lucas Evangelista, bem mais defensivo. À frente, ficavam quase livres de responsabilidades defensivas Arias, Flaco López e Vitor Roque.


A ideia era acioná-los com bolas longas, porém a marcação dos donos da casa era muito firme -e facilitada pelo fato de o campo ter 64 m de largura, em vez dos habituais 68 m. Como Arias não marcava, o Cerro tinha vantagem numérica no meio-campo e foi superior durante boa parte da etapa inicial.


Os erros de passe da formação alviverde tiravam Abel do sério e mantinham os anfitriões com o domínio da posse. E eles estiveram muito perto de abrir o placar em escanteio batido da esquerda. Após desvio de cabeça de Quintana, Ramírez conseguiu o domínio na entrada da área e bateu com a bola no alto. Mandou por cima.


O Palmeiras finalmente chegou com perigo em uma sequência de escanteios iniciada em jogada na qual o zagueiro Murilo foi avançando na força. A bola só não entrou aos 40 porque o chute de Evangelista foi bloqueado em cima da linha por Quintana. No tiro de canto subsequente, porém, aos 41, cobrado por Arias, Gómez ganhou pelo alto de Velázquez.


Ariel Holan promoveu uma alteração no intervalo, com a entrada de Klimowicz, buscando um comportamento mais agressivo em busca do empate, porém sua equipe tinha muitos problemas para criar. Era a formação alviverde quem estava mais perto do gol, e a vantagem quase foi ampliada em cabeceios de Murilo e Gómez.


A partida era mais guerreada do que jogada e ficava evidente a dificuldade técnica da formação paraguaia. O Palmeiras poderia ter matado o jogo em um chute de Mauricio, acionado na parte final, e em um de Marlon Freitas- este bloqueado por Velázquez, em lance no qual os alviverdes reclamaram bastante de pênalti.


Aí, nos minutos finais, Abel resolveu adotar uma formação bem defensiva. Entraram o zagueiro Bruno Fuchs, o lateral Giay e os volantes Luis Pacheco e Emiliano Martínez. O Cerro fez o que estava ao seu alcance, jogando bolas na área de Carlos Miguel, porém não conseguiu evitar sua eliminação do torneio.

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