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Nesta quinta-feira (29), o Senado começou a discutir importantes mudanças no Código Eleitoral que podem incluir mesmo o fim da reeleição para presidente, governadores e prefeitos. É parte do amplo pacote de medidas que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pretende colocar em votação este semestre. Pacote de medidas que são de iniciativa do próprio Senado.

É o trabalho de Pacheco para tomar do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o protagonismo que ele teve nos últimos anos. Disputa de poder que certamente levará a uma reação de Lira. E ainda há o governo, que também precisa ver, no meio dessa disputa, o avanço das pautas de seu interesse.

A análise e os bastidores dessa briga são o tema do JBrNews de hoje. Com Alexandre Jardim e Rudolfo Lago.

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Pragmático, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não briga com a realidade. Em entrevista, ele reconheceu que o ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no domingo (25) foi grande e demonstra o tamanho da sua força política. Assim, Lula tratou de acelerar ações que já estavam em curso como forma de reverter os efeitos políticos da manifestação. Duas ações importantes nesse sentido marcaram a terça-feira (27).

Pela manhã, o governo apoiou a aprovação na Comissão Especial da Câmara da PEC que amplia a isenção tributária das igrejas. Ainda que a isenção atenda a todos os segmentos religiosos, ela agrada à bancada evangélica, que tem maioria conservadora e estava em peso no ato de domingo, assim como seus eleitores. E, no fim do dia, Lula assinou medida revogando parte da MP da Reoneração, atendendo ao empresariado e ao Centrão, buscando atraí-los também. Ainda que tudo já estivesse sendo negociado, o ato acelerou as soluções.

É o que explicam Alexandre Jardim e Rudolfo Lago no JBrNews de hoje.

Ações de Lula para reverter o ato de Bolsonaro

O ato em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro no domingo (25) na Avenida Paulista ainda repercute. Aos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva impressionou a capacidade de arregimentação que Bolsonaro ainda possui.

Mas impressionou ainda mais a capacidade de atração dos políticos do campo conservador. Havia antes uma impressão de que eles não iriam querer colar a sua imagem à de Bolsonaro. Mas, no entanto, eles compareceram.

Surpreendeu, por exemplo, a presença do governador de Goiás. Ronaldo Caiado. Mas por que os políticos do campo conservador, mesmo aqueles não tão identificados com o bolsonarismo, compareceram?

Porque no debate político polarizado de hoje, não há meio termo. Ou se está de um lado ou se está de outro. E esses políticos brigam pelo espólio de Bolsonaro. É o que explicam Alexandre Jardim e Rudolfo Lago no JBrNews de hoje.

Governadores: solidariedade a Bolsonaro ou cálculo político?

A manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no domingo (25) na Avenida Paulista, em São Paulo, foi uma inegável demonstração de força. Bolsonaro segue politicamente vivo. Segue sendo um líder de massas capaz de arregimentar uma grande quantidade de pessoas a seu favor. Mostra, assim, que mesmo inelegível, tem capacidade de influir no jogo das eleições municipais de outubro.

Politicamente, esse é o cenário. Juridicamente, porém, ainda que possa usar como escudo a demonstração de força política, é improvável que consiga conter o avanço das investigações contra ele. E, nesse sentido, Bolsonaro optou por propor uma trégua. Usou o apoio da multidão para pedir que se passe “uma borracha no passado”, para propor uma anistia aos que estão sendo condenados pelos atos de 8 de janeiro. Uma anistia que, ao final, incluiria a ele.

Os pesos político e jurídico do ato de domingo são o tema do JBrNews de hoje. Com Alexandre Jardim e Rudolfo Lago.

O ato de Bolsonaro e suas consequências