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Em uma semana de depoimentos menos importantes, a CPI da Covid aprovou a quebra de sigilos de pessoas que se envolveram diretamente na questão do tratamento com cloroquina e na construção do que os senadores vêm chamando de gabinete paralelo. A chegada dessas informações pode iniciar uma nova fase importante das investigações. Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro ensaia com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o mesmo tipo de tensão e desautorização ocorridas com os outros ministros. E, no Rio, com a ida de Marcelo Freixo para o PSB, inicia-se importante tentativa de união ampla que pode ter repercussões nacionais. São os temas do podcast Imagem&Credibilidade/Jornal de Brasília desta semana. Que traz como convidado o jornalista Fábio Marçal, da Rádio Guaíba.

Imagem & Credibilidade #083 – CPI em nova fase com quebras de sigilo, Queiroga humilhado e novidades no tabuleiro da política
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JBr News #188 – No Rio, um importante laboratório político

Um dos hits mais tocados nas redes sociais, “Plutão” já faz parte do time de virais que todo mundo gosta. A música conta a história de um garoto que se apaixona e então sua vida se transforma completamente. O trecho “E com o passar dos anos olha o que a gente fez, eu era pequenininho, tipo plutão plutãozinho…” já foi reproduzido centenas de milhares de vezes nos tik toks e instagrams da vida.

Em entrevista ao Conexão JBr, Sandro, que é a voz por trás do sucesso contou um pouco de como nasceu a faixa “Plutão” e também o significado de “VMZ”. Ficou curioso? Então confere ai a entrevista que tá bem bacana.

Conexão JBr – Entrevista com VMZ

Na avaliação de alguns generais do Alto Comando, a decisão tomada pelo comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, de não punir o general Eduardo Pazuello não se deu porque o Exército estaria fechado com o projeto do presidente Jair Bolsonaro e pronto para seguir com ele para o que der e vier. A decisão se deu mais por receio. Se deu mais por medo.

Na viagem que fez acompanhado de Paulo Sérgio para inaugurar uma ponte de madeira de 20 metros que já existia e estava em uso, Bolsonaro deixou claro para o comandante do Exército que uma eventual punição de Pazuello seria um problema grande. Porque ele, Bolsonaro, como comandante que é das Forças Armadas, conforme a Constituição, não aceitaria a punição e poderia até revogá-la. Além disso, dentro das tropas da militância bolsonarista, trataria de transformar Pazuello em vítima, em mártir do seu movimento.

Eis aí o ponto central. O episódio acrescentaria mais gasolina na fogueira que Bolsonaro cuida de manter meticulosamente acesa desde que começou a amadurecer como solução para quem estava insatisfeito com os governos petistas e transformou essa insatisfação em manifestações de protesto desde a Copa das Confederações em 2013. O atual presidente começou desde aí a arregimentar um grupo que, ao longo do tempo, parece disposto a tudo para defendê-lo e chamá-lo de mito. O “meu exército” do qual Bolsonaro fala o tempo todo é esse. Não é o Exército formal. Muito menos são os seus generais.

Um desses generais, por exemplo, uma vez confidenciou que o ex-comandante do Exército no governo Michel Temer, general Villas Boas, não votou em Bolsonaro no primeiro turno. Votou no segundo, por não querer a opção contrária, Fernando Haddad, do PT. Como Villas Boas, boa parte desses generais foi em direção de Bolsonaro por imaginar que as Forças Armadas poderiam com ele obter uma redenção, desde o ostracismo em que ficaram depois da redemocratização do país.

Apostaram na possibilidade de controlar a imensa vocação que Bolsonaro tem para a confusão, para a entropia, para o estímulo à falta de disciplina e ao desprezo à hierarquia. Não conseguiram.
Bolsonaro tornou-se alguém conhecido e começou a sua carreira com um ato de insubordinação, que lhe valeu uma prisão disciplinar, que negou agora a Pazuello. Ele escreveu um artigo que foi publicado na revista Veja reclamando da remuneração dos soldados. Desde então, sua principal base política são os soldados de baixa patente e os policiais militares. Sua base nunca foi a alta oficialidade.

Parte do “exército” de Bolsonaro são, então, seus militantes dispostos a tudo. Mas a outra parte, muito mais letal e perigosa, o seu braço armado, são justamente esses militares de baixa patente e os policiais militares. Nas manifestações em Recife, há duas semanas, é muito difícil acreditar que os PMs erraram duas vezes quando acertaram os olhos de dois manifestantes. Ninguém atira no olho de alguém por acidente. Muito menos atira no olho de alguém por acidente em duas ocasiões seguidas.

Esse é o temor dos militares quando passaram a mão na cabeça de Pazuello. Em algum momento, eles temem que essa fogueira acesa atinja grandes proporções, como aconteceu na invasão do Capitólio nos Estados Unidos após a derrota de Donald Trump. Se alguém invadir aqui o Congresso, de que lado estará a PM? De que lado estarão os soldados de baixa patente? Poderá ser essa a hora de os generais intervirem.

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