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O cantor e compositor Guil, lançou na última quarta (05),  o clipe da sua nova canção Dimensão. Além das referências melódicas e rítmicas da MPB, a música também recebe a contribuição da voz suave de Sabrina Oliveira. Junto a esta participação, a canção recebe, em seu segundo verso, a adição de beats que simbolizam essa forte união pop-MPB, fórmula de sucesso já comprovada por hits nacionais recentes como “Deixa” (Lagum e Ana Gabriela) e “Devagarinho” (Gilsons e Mariana Volker). O resultado é dançante, leve e funciona, metaforicamente, como um abraço no ouvinte. “Entrego nas mãos de um universo em desconstrução / Me pega pela mão, te dou minha permissão / Me leva com você pra sua dimensão”, diz um dos trechos do lançamento.

Parte disso também se deve à sua letra atemporal e impessoal. A composição, de autoria de Guil, Sabrina e Mateus Melo (da produtora 48K), conta com uma mensagem solar, colorida através de versos que geram fácil identificação com qualquer pessoa. Não se trata de uma relação entre um homem e uma mulher, dois homens ou duas mulheres. O campo em comum é, justamente, o universal tema do amor e a relação romântica entre duas pessoas. Não à toa, uma das maiores inspirações para a música, tanto em termos temáticos quanto termos instrumentais, foi a trilha sonora de “Me Chame Pelo Seu Nome” (2018), filme de grandes proporções comerciais sobre o romance entre dois homens. “Gosto de escrever letras que falem de mim, mas que possam atingir qualquer pessoa. Então, eu nunca jogo gênero nas minhas músicas”, conta Guil.

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A canção veio acompanhada ainda por um belo videoclipe, que conta com direção, edição e roteiro de Átilas e com as participações especiais dos dançarinos Gabi Camisotti e Thadeu Torres. Por meio da dança, a adaptação mostra a história e a ligação forte entre os personagens. Enquanto isso, Guil e Sabrina cantam juntos, com o apoio visual de projeções espaciais, sem filtros pesados, de forma a tornar o material ainda mais palatável. No vídeo, como um bom easter egg, Guil ainda traz o seu já característico colar de pérolas, sempre usado por ele ao divulgar sua imagem.

“Dimensão”, após as já lançadas “Teu” e “Legendado”, é a terceira canção independente do músico, que já integrou o catálogo de uma gravadora grande. É uma novidade especial, já que é a primeira prévia de Ikarus, disco de estreia de Guil a ser lançado no final de maio. O álbum conterá mais 10 músicas, que tocam em temas como sexualidade e autoconhecimento. “Dimensão”, na verdade, é uma bonus track que anuncia e prepara bem o ouvinte para o lançamento, que conta vivências pessoais de Guil de forma narrativa. “Toda a ideia do álbum foi concebida a partir da história da minha vida, dos momentos mais sozinhos e difíceis até o relacionamento que eu tenho hoje. O álbum vai crescendo em si de uma forma feliz”, adianta o cantor.

SOBRE GUIL

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Nascido em Brasília (DF), Guil tem uma boa vivência territorial. Ainda bebê, foi morar em Natal (RN). Depois, foi para Recife (PE), onde ficou até os 23 anos, quando se mudou para São Paulo (SP) para se dedicar à carreira musical, abrindo mão de seu cargo C-Level em uma empresa multinacional. Além disso, já estudou na Nova Zelândia e na Alemanha. Essa mistura lhe deu uma rica base cultural, que se reflete muito em sua sonoridade. Apesar de não ser de uma família de músicos, Guil é compositor desde os 13 anos de idade, quando começou a tocar violão, já tendo ideias em inglês para músicas autorais. No entanto, com o tempo, foi passando a se interessar mais e mais pela música nacional. Não tardou muito para fazer seu primeiro show, aos 19 anos, cantando com uma banda na festa de 15 anos de sua irmã. O gosto pela coisa, com o passar do tempo, foi crescendo cada vez mais e esse interesse deu origem não apenas à sua carreira solo, mas também ao seu projeto paralelo ALTEREGO, com base no rock inglês.

Guil sempre se assumiu como compositor, refletindo profissionalmente um traço forte de sua personalidade, que é o de colocar sua perspectiva em tudo que faz. Após lançar alguns singles dentro do time de uma grande gravadora até o fim de 2020, ele focou mais em sua carreira independente e passou a pôr em prática o trabalho autorial que sempre quis, com maior autonomia e liberdade. Atualmente, integra o time da produtora 48K junto à colega Sabrina Oliveira e mais nomes incríveis. Neste novo momento de sua carreira, já lançou dois singles e atualmente prepara o lançamento de seu disco de estreia Ikarus.

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Em entrevista Guil conta a história por trás do novo single Dimensão

Mães de bicho, mães de gente e mães bicho. Todas com um imenso coração, que não medem o carinho e a dedicação.
As mães de cães, gatos, que superam o especismo e amam o filho bicho que não é do ventre, mas com certeza é do coração. As mães de filhos humanos, com sua magnitude de contribuir para o desenvolvimento humano, vivenciando os passos do filho com amor todos os dias.

E também as mães bicho, que com unhas e dentes procuram defender as crias até estarem seguras.

Toda mãe sofre a separação de um filho, seja ela mãe humana ou mãe animal, e aproveitando o momento, devemos refletir sobre a relação que nós, humanos, estabelecemos com os animais, em especial as mães animais.

A maternidade é uma tarefa muito difícil, mas segue sendo o trabalho mais gratificante do mundo, e as mamães do mundo animal sabem disso muito bem. Cientistas dizem que o impulso de cuidar de bebês, sejam ’de sangue’ ou adotivos, parece ser universal entre humanos e os animais, mesmo diante de uma série de dificuldades e do cansaço.

Para saber mais assista ao vídeo do Bio Sem Neura com o @philipbio

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Bio sem Neura #058 – Dia das mães

A CPI concluiu sua primeira semana de trabalho com depoimentos que apontaram para a existência de pressões sobre os ministros da Saúde, levando à existência de um tipo de condução paralela no combate à covid-19. O desgaste provocado pelos primeiros depoimentos fez o presidente Jair Bolsonaro reagir e partir para o ataque. As primeiras semanas demonstrarão até onde será esticada a corda. E que consequências isso terá para o cenário eleitoral de 2022. Quem ganha e quem perde com esse cenário? Para onde caminho o país. Esses foram alguns dos temas abordados no podcast Imagem&Credibilidade/Jornal de Brasília desta semana. Alexandre Jardim, Estevão Damázio e Rudolfo Lago trouxeram como convidado neste programa o jornalista Sylvio Costa, fundador do site Congresso em Foco.

Imagem & Credibilidade #078 – Desgastes na CPI, cordas esticadas e as consequências para 2022
JBr News
JBr News #168 – Foi cloroquina versus vacina?

Logo depois de ter feito a lambança de tentar um golpe a partir de uma renúncia, o ex-presidente Jânio Quadros foi estampado na capa do Jornal do Brasil com uma foto antológica. De costas, ela aparecia com um pé virado para um lado, o outro pé virado para o outro, o tronco do corpo virado para a direita, a cabeça virada para a esquerda.


Ou seja, a foto contorcionista de Jânio Quadros era o resumo em forma de imagem dos gestos confusos do ex-presidente, de seu estilo atrapalhado de administrar o país e dar declarações. Do mesmo presidente que condecorava num dia o então ministro de Cuba Che Guevara e no outro proibia o uso de biquini nas praias.

O tempo todo Jânio fazia com os dribles de Garrincha: fazia que ia e não ia. No gesto da renúncia, fez que ia para não ir. No final, acabou indo. Achava que haveria uma reação popular à sua renúncia que lhe autorizaria a permanecer com poderes autoritários. O Congresso aceitou a sua renúncia, e Jânio, ao contrário do que pretendia, passou para a história como o breve presidente que acelerou as condições para que depois acontecesse o golpe militar em 1964.

Nenhum fotógrafo ainda conseguiu flagrar Jair Bolsonaro em dança parecida com a de Jânio para dar seus passos. Mas a verdade é que, a todo momento, Bolsonaro também tem virado um pé para um lado para em seguida virar o outro pé para o lado oposto. A toda hora vira seu tronco para a direita e a cabeça para a esquerda (aqui, falando somente das duas direções literalmente, porque em termos políticos ele só vai mesmo para um dos lados…).
Há na estratégia do presidente uma insistência na confusão. Confusão que a toda hora se soma à disseminação de informações dúbias e erradas, não se sabe se de forma intencional ou por desconhecimento.

Diante da pressão que sofre desde que começou a CPI da Covid, Bolsonaro trouxe de volta para o seu bunker de comunicação o vereador Carlos Bolsonaro. E, a partir daí, na quarta-feira, resolveu partir para o ataque, reunindo num único dia todas as suas polêmicas. Falou da China, insinuou de novo a história de o coronavírus ter sido produzido e escapado de um laboratório ou ser produto de “guerra química”, chamou de “canalha” quem é contra o tratamento precoce com cloroquina, ameaçou governadores com um decreto para proibir as estratégias de isolamento social.

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Pé virado para um lado, ontem Bolsonaro já amenizara o que dissera. Dizia que não tinha falado da China, só mencionado conceitos de guerra química. O que quisera dizer, então? Disse que ninguém na imprensa fala como surgiu o vírus. E disse que nunca chamou a covid-19 de “gripezinha”, que falava sobre seu efeito nele, pelo “histórico de atleta”.

Em primeiro lugar, nossa homenagem a Roseli Aparecida Machado, ex-vencedora da Corrida de São Silvestre, que morreu aos 52 anos de covid-19. Uma das várias constatações de que pessoas com “histórico de atleta” também correm o risco de contrair a doença de forma grave, e não como uma “gripezinha”. Sobre a forma como surgiu o vírus, há diversas reportagens a respeito. A origem está sendo investigada, mas a hipótese mais provável é que tenha vindo de animais silvestres. O mais provável, morcegos. A partir daí, teria havido a transmissão para um hospedeiro intermediário. E desse hospedeiro intermediário para os seres humanos. Quem assistiu ao filme “Contágio”, de 2011, o processo seria semelhante ao ali descrito.

Essa politica de pés trocados do presidente pode até produzir seus efeitos. A cada vez que ele busca desviar o foco com polêmicas – que muitas vezes obrigam mesmo o esforço de serem desmentidas – de fato, consegue fazer com que não se preste atenção a outras coisas.

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O problema é que tal estratégia corre o risco de acabar se desgastando. Especialmente diante da dura concretude das mais de 400 mil mortes, que hoje enlutam tantas famílias. Foi o que aconteceu com Jânio. Quando tentou seu golpe final, ele revelou-se um tiro no próprio pé.

Coluna Informação #075 – Os pés trocados de Jair