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Saúde

Setembro acabou mas a conscientização e a prevenção pelas causas sociais não podem parar

Esta é uma luta importante, pois a depressão, maior causa do suicídio, tem sido considerada a doença do século XXI

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O mês de setembro acabou e, com ele, algumas campanhas de saúde para o alerta e promoção da conscientização e prevenção ao suicídio e a luta pela defesa dos direitos da pessoa com deficiência chegam ao fim, mas, as causas sociais por estes dois importantes assuntos não podem parar.

Com a intenção de sensibilizar as pessoas para lutas sociais importantes, setembro é o mês do amarelo que representa a campanha de prevenção ao suicídio que, no Brasil, acontece desde 2015. Esta é uma luta importante, pois a depressão, maior causa do suicídio, tem sido considerada a doença do século XXI. Anualmente, 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo em decorrência da depressão. Em 2020, de modo muito especial, o registro no número de casos de depressão apresenta uma elevação considerável, o que também nos leva à preocupação com o suicídio.

Em face disto, é preciso ampliar os espaços de discussão sobre o tema, levando à sociedade o conhecimento dos fatores relacionados ao suicídio e ao desenvolvimento de posturas de empatia, acolhimento, escuta sensível e apoio às pessoas que estão em situação de vulnerabilidade e sofrimento, enquanto uma medida importante de enfrentamento a esta realidade.

Mas setembro foi também o mês da cor verde, em menção à importante luta pela defesa dos direitos da pessoa com deficiência. Este é outro tema sensível que requer um envolvimento e implicação político-social da sociedade, uma vez que as ações de acessibilidade e inclusão que atualmente verificamos no contexto social ainda refletem um caminho incipiente, com muitas barreiras a serem superadas.

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Para isso, precisamos falar sobre a deficiência, de forma a desconstruir antigos paradigmas que ainda entendem a deficiência sob uma ótica limitante, seguindo rumo a uma compreensão que tome a deficiência como uma das muitas diferenças que constituem a condição humana e que, portanto, permita que as pessoas com deficiência possam explorar suas potencialidades e seguir seus percursos de aprendizagem e desenvolvimento sem os crivos limitantes dos estereótipos.

Logo, podemos concluir que, apesar das tonalidades diferentes, as duas causas representadas na bandeira do mês de setembro guardam algumas aproximações, em que aqui destacamos as dimensões da empatia e do cuidado com o outro. Em definitivo, é urgente compreendermos que a relação social é determinante para o curso de nosso desenvolvimento e saúde mental e que, portanto, nosso lugar e participação na vida das pessoas podem provocar profundos impactos sobre elas. Então, que sejamos marcas positivas, guardadas como boas memórias, memórias de afeto que, em algum momento de nossa história, nos fortaleceram e nos ajudaram a percorrer o caminho da vida.

Por Helen Tatiana dos Santos Lima

Psicóloga, filósofa e professora da Estácio Brasília, é especialista em educação inclusiva e psicologia escolar, sendo mestre e doutora em educação.




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