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Saúde

"Baixa umidade exige cuidados redobrados com a pele", alerta dermatologista

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A Defesa Civil declarou, ontem (20), estado de emergência no Distrito Federal em função da umidade relativa do ar ter atingido índice mínimo de 11% por dois dias consecutivos. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para hoje é de umidade de 15% e temperatura máxima de 34ºC. O clima seco e quente exige maiores cuidados com a pele, pois ela perde água, ficando desidratada. O ressecamento indica a desnaturação das proteínas da pele e isso pode causar algumas doenças. Por isso, alguns cuidados devem ser tomados para manter a derme saudável.

De acordo com a dermatologista Joana Costa, da Clínica Dermatológica Joana Costa, neste período, deve-se evitar os banhos prolongados com água quente e o uso excessivo de sabonete, para não eliminar totalmente a oleosidade natural da pele. “O banho quente e demorado provoca uma remoção da oleosidade natural de forma mais intensa, diminuindo o manto lipídico que retém a umidade da pele. Usar buchas e ensaboar demais a pele também contribui para alterar a composição do manto hidrolipídico (hidratante natural produzido pelo organismo) que protege a derme”, explica a médica.

Após o banho é importante usar hidratantes específicos para o corpo e rosto. No caso de pele oleosa e acneica, deve-se evitar o hidratante comum no rosto e usar oil-free nas áreas de maior oleosidade (rosto e tórax).

Quando a pele fica muito ressecada pode ocorrer uma descamação na região da cabeça e da face conhecida como dermatite seborreica. Os sintomas mais frequentes desta doença são caracterizados por intensa produção de oleosidade, descamação e prurido (coceira).  A caspa pode variar desde fina descamação até a formação de grandes crostas aderidas ao couro cabeludo.

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A coceira também pode ser sinal de dermatite atópica, que causa lesões cutâneas na face, tronco e membros. Na infância as lesões são avermelhadas e escamam. Nos adolescentes e adultos, as lesões aparecem com mais frequência nas áreas de dobras da pele, como a região posterior dos joelhos, pescoço e dobras dos braços. A pele destes locais torna-se mais grossa, áspera e escurecida.

Joana Costa diz que, apesar do calor, recomenda-se não usar o ar-condicionado neste período, pois diminui ainda mais a umidade do ambiente. Não se expor ao sol forte entre 10h e 16h também é importante. “A incidência dos raios UVB, responsáveis pela queimadura solar, a radiação UVA, principal causadora do envelhecimento cutâneo, é intensa nestes dias quentes. Por isso, para se proteger deve-se utilizar bastante filtro solar, bonés e chapéus”, afirma Joana Costa.

Mesmo sem apresentar sede, a ingestão diária de água ou água de coco deve ser aumentada. “O mínimo que devemos beber são dois litros de água por dia, mas quando o clima está muito seco e quente, como agora, o ideal é tomar, pelo menos, três litros de água”, diz a especialista, lembrando que as roupas leves e claras, de preferência de algodão ou com filtro solar, são as mais adequadas para usar nesta época.


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