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Saúde

Coronavírus: como os pacientes oncológicos devem agir em tempos de pandemia?

Neste cenário de pandemia os pacientes que fazem tratamento contra o câncer, manifestam sua preocupação em relação a maior chance de contágio

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Neste cenário de pandemia os pacientes que fazem tratamento contra o câncer, manifestam sua preocupação em relação a maior chance de contágio. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pacientes infectados pela doença deve aumentar nos próximos dias e semanas. E com a crescente evolução da doença e pela velocidade que o vírus se espalha, muitos pacientes oncológicos estão com medo.


Segundo a oncologista da Oncoclinicas Brasília, Dra. Gabrielle Scattolin, ainda há poucos relatos sobre pessoas com câncer que contraíram o coronavírus, mas alguns relatórios chineses trazem informações acerca dos desfechos nesse subgrupo. “ Eles indicam que esses pacientes têm um risco 3,5 vezes maior de necessitar de ventilação mecânica, admissão na unidade de terapia intensiva (UTI) ou de morrer, comparados aos indivíduos sem câncer. A explicação para a evolução desfavorável nestes pacientes é a queda da imunidade que pode ocorrer após quimioterapia, uso de corticóides, radioterapia ou cirurgias”, explica a médica.


De acordo com a especialista, nenhum tratamento deve ser interrompido sem uma avaliação médica. “ O paciente que esteja em tratamento e apresente algum sintoma de gripe, febre ou coriza deve informar imediatamente ao seu médico. É ele que vai decidir sobre a melhor conduta a seguir e os exames complementares que devem ser realizados. O médico decidirá sobre o retorno ao tratamento oncológico em cada caso”, explica dra. Gabrielle.


Os acompanhantes que estão em contato com os pacientes também devem ter mais cuidado que o habitual. “ É importante que os acompanhantes fiquem atentos aos sintomas pessoais além de cuidados básicos como não dividir toalhas, talheres e copos com o paciente oncológico. Higiene constante das mãos e superfícies”, ressalta a oncologista da Oncoclinicas Brasília.
Ainda de acordo com a especialista, os pacientes que já terminaram o tratamento e estão em acompanhamento clínico tem o risco comparável a população em geral. “Esses pacientes podem ser atendidos por telemedicina. Esta é uma forma importante de manter o paciente mais perto, ainda que ele esteja em casa”, afirma.

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As incertezas do diagnóstico de câncer somadas a pandemia têm afetado muito os pacientes do ponto de vista psicológico também. “O acompanhamento da equipe multidisciplinar, de psicologia oncológica, enfermagem e nutricionistas também é fundamental para que todos se sintam mais acolhidos e seguros para enfrentarem todos os desafios neste período. Agora, mais do que nunca, todos devem estar unidos, para tirar todas as dúvidas e avaliar se alguma conduta específica deve ser tomada”, finaliza a médica.


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