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Saúde

Alimentação na infância afeta a saúde até a vida adulta

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Biscoitos, bolachas e bolos fazem parte da alimentação de mais de metade dos bebês brasileiros, com menos de dois anos. Já os refrigerantes e sucos artificiais estão no cardápio de um terço das crianças da mesma faixa etária. É o que indicam os dados da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados ainda nesse ano.

O endocrinologista Sérgio Vêncio, integrante do corpo clínico do laboratório Exame, alerta sobre o consumo destes produtos com alto teor de açúcar e gorduras. “Este tipo de alimento deve ser evitado em qualquer fase da vida, mas os efeitos podem ser ainda mais devastadores se consumido desde cedo. Pesquisas demonstram que o peso do indivíduo até os 5 primeiros anos de vida tem grande influência sobre o peso na vida adulta”, explica.

De acordo com o especialista, o consumo desse tipo de alimento nesta idade parte da própria família, já que o bebê não sabe ainda discernir entre as comidas. “A criança não conhece o doce ou a gordura, nunca sentiu o gosto, então não tem porque os pais iniciarem este hábito. Assim, quando começarem a socializar com crianças da mesma idade, terão menor fascínio pelo lanche com baixo teor nutritivo do amigo”, exemplifica o médico.

Um bebê gordinho pode não estar saudável

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O problema é que o sobrepeso é um fator de risco para diversas doenças como diabetes, hipertensão e doença cardiovascular. “Alterações que por muitos anos eram essencialmente do adulto, e mais comumente do idoso, estão afetando também as crianças. É o caso da diabetes tipo II, por exemplo.”, lamenta Dr. Sérgio.

Se você está preocupado com o peso ou os hábitos alimentares de seu filho, procure um médico especialista. “Nesses casos é sempre bom acompanhar de perto as taxas de açucar e gordura no sangue com um pediatra ou endocrinologista. Mas os maiores cuidados devem partir de dentro de casa”, conclui. Veja algumas dicas do médico:

·Até os dois anos de idade a família deve ter total controle sob a alimentação do filho;

·O aleitamento materno deve ser fonte primária de nutrientes nesta fase da vida da criança;

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· Os primeiros alimentos incluídos no cardápio da criança devem ser bem diversificados pois ela está na fase de crescimento;

·O ideal é oferecer uma mistura de carboidratos complexos (de preferência integral), frutas, verduras e proteínas sem gordura;

·O doce e a fritura não devem fazer parte da alimentação infantil;

· O hábito familiar afeta também a criança, então todos em casa devem evitar os alimentos com baixo teor nutritivo;

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·A prática de exercícios físicos em forma de brincadeira deve ser estimulada desde cedo. Bons exemplos são a natação e jogos com bola;

·Quanto mais músculo essa criança desenvolver na primeira infância mais o organismo cria uma memória metabólica que dificultará o aumento de peso no futuro.




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