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Xixi na cama de crianças pode ser hereditário

Arquivo Geral

29/07/2004 0h00

Cerca de 15% das crianças brasileiras com mais de cinco anos de idade que ainda não conseguem segurar a urina durante a noite podem sofrer de uma disfunção chamada enurese noturna, que é a perda involuntária da urina durante o sono.

Segundo o professor da disciplina de Urologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e fundador do Núcleo de Urologia Pediátrica da Escola Paulista de Medicina (Nupep), Maurício Hachul, uma das novidades da área é a constatação de que o problema tem forte componente genético.

Pesquisas recentes realizadas no exterior demonstraram que, se um dos pais apresentou a disfunção na infância, a chance dessa criança desenvolver enurese noturna é de 45%. Um percentual que sobe para 75% quando o problema foi comum aos dois integrantes do casal.

hormônio Mas os fatores genéticos não são a única causa da enurese noturna. Hachul enumera outros componentes importantes, como a tendência de eliminar grande quantidade de urina, a produção inadequada do hormônio antidiurético vasopressina (responsável por reter a urina durante a noite), distúrbios do sono que desencadeiem certa dificuldade para acordar e bexiga de dimensões reduzidas e menor elasticidade.

Também podem ser apontadas como causa a obstrução das vias aéreas por grandes adenóides ou amídalas (que atrapalham o sono e, conseqüentemente, trazem problemas para despertar), constipação, diabetes melitos, hiperatividade, doenças neurológicas e até mesmo aspectos psicológicos, como histórico de abuso sexual contra a criança.

Principais aliados dos médicos no combate à enurese, os pais devem ficar atentos ao comportamento de seus filhos. Segundo Hachul, a enurese é mais freqüente nos meninos, mas o normal é que a criança vá de três a quatro vezes ao banheiro durante o dia. “Menos que três ou mais que oito é preocupante”, afirma o urologista.

Em geral, os sintomas desaparecem na pré-adolescência, mas o problema pode persistir na vida adulta, atingindo hoje entre 0,5% e 2,0% da população brasileira, ou seja, cerca de 340 mil pessoas que enfrentam situações constrangedoras em viagens de férias com amigos – com eventuais seqüelas psicológicas para os adolescentes – ou interferindo até mesmo nos relacionamentos afetivos, sociais e de negócios,

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    Segundo o professor da disciplina de Urologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e fundador do Núcleo de Urologia Pediátrica da Escola Paulista de Medicina (Nupep), Maurício Hachul, uma das novidades da área é a constatação de que o problema tem forte componente genético.

    Pesquisas recentes realizadas no exterior demonstraram que, se um dos pais apresentou a disfunção na infância, a chance dessa criança desenvolver enurese noturna é de 45%. Um percentual que sobe para 75% quando o problema foi comum aos dois integrantes do casal.

    hormônio Mas os fatores genéticos não são a única causa da enurese noturna. Hachul enumera outros componentes importantes, como a tendência de eliminar grande quantidade de urina, a produção inadequada do hormônio antidiurético vasopressina (responsável por reter a urina durante a noite), distúrbios do sono que desencadeiem certa dificuldade para acordar e bexiga de dimensões reduzidas e menor elasticidade.

    Também podem ser apontadas como causa a obstrução das vias aéreas por grandes adenóides ou amídalas (que atrapalham o sono e, conseqüentemente, trazem problemas para despertar), constipação, diabetes melitos, hiperatividade, doenças neurológicas e até mesmo aspectos psicológicos, como histórico de abuso sexual contra a criança.

    Principais aliados dos médicos no combate à enurese, os pais devem ficar atentos ao comportamento de seus filhos. Segundo Hachul, a enurese é mais freqüente nos meninos, mas o normal é que a criança vá de três a quatro vezes ao banheiro durante o dia. “Menos que três ou mais que oito é preocupante”, afirma o urologista.

    Em geral, os sintomas desaparecem na pré-adolescência, mas o problema pode persistir na vida adulta, atingindo hoje entre 0,5% e 2,0% da população brasileira, ou seja, cerca de 340 mil pessoas que enfrentam situações constrangedoras em viagens de férias com amigos – com eventuais seqüelas psicológicas para os adolescentes – ou interferindo até mesmo nos relacionamentos afetivos, sociais e de negócios,

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