Ruy Barbosa, o Benedito, nesta altura dos acontecimentos deve estar no seu sítio de Sorocaba, em São Paulo, só acompanhando os acontecimentos e esperando para ver onde tudo isso vai dar. Se bem conheço o velho amigo, ele nem chega mais perto de qualquer aparelho de televisão depois do Jornal Nacional, para evitar maiores aborrecimentos. Motivo: tem um lado da América que é um Pantanal disfarçado. Ou descarado. Não é só a ficha do nosso festejado autor que caiu. Todo mundo já percebeu as muitas semelhanças. Além de outras coincidências, num dos seus primeiros capítulos, a trama de Glória Perez mostrou um banho de rio movimentando os personagens de Deborah Secco e Murilo Benício, exatamente como acontecia com Cristiana Oliveira e Marcos Winter na história do Benedito exibida pela extinta Manchete. Se isto não bastasse, o Velho do Rio do Cláudio Marzo volta a aparecer, agora na pele e cara do Chico Diaz. Está tudo muito esquisito. Ainda por conta dessas semelhanças, é bom lembrar que América tem à frente dos seus trabalhos Jayme Monjardim, que também implantou Pantanal e dirigiu os seus 20 primeiros capítulos. Ainda bem que a Globo deixou, já há alguns anos, de inserir nos créditos finais das suas novelas aquela história do “qualquer semelhança com fatos passados e pessoas vivas ou mortas é mera coincidência”. Nos dias atuais, pelo que se observa, ou pelo menos com América, não é bem assim.