Há muita gente torcendo contra o Brasil, ainda inconformada com a vitória do torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo visto, o preconceito permanece firme e forte. As viúvas do tucanato precisam entender que o insucesso do novo governo representará a manutenção do atraso. Embora seja muito cedo para avaliar o desempenho da atual administração, é de justiça assinalar as notórias mudanças em algumas áreas. Na política externa, por exemplo, a subserviência deu lugar à independência em relação aos Estados Unidos. Quem não se lembra de dois episódios do governo FHC? No primeiro, tivemos o caso do diplomata Samuel Pinheiro Guimarães, afastado de suas funções por ter criticado a Alca (Área de Livre Comércio das Américas); no segundo, a destituição do cargo de diretor-geral da Opaq (Organização para a Proscrição das Armas Químicas) do diplomata José Maurício Bustani, cuja atitude de independência desagradara aos EUA. Na ocasião, o Brasil demonstrou pouco empenho na defesa de seu funcionário. No governo Lula, Pinheiro Guimarães foi nomeado secretário-executivo do Ministério das Relações Exteriores, e Bustani, embaixador do Brasil no Reino Unido. O orgulho nacional foi resgatado.
Na economia, estamos assistindo à significativa queda do dólar e o controle da inflação, que ameaçavam disparar. Por outro lado, analistas independentes admitem que até o final do ano a taxa de juros básicos estará abaixo dos 20%, propiciando crescimento econômico e geração de emprego. É muito pouco, mas estamos apenas no começo, longe, no entanto, do caos que as viúvas tucanas projetavam para o Brasil do governo Lula. Sem dúvida, o povo quer mais, notadamente na área social. Foi para isso que a população votou no operário que virou presidente da República.
Lúcio Flávio V. Lima
Asa Sul