“Acho que sou mais caipira que Almir Satter, pois vivo indo à roça”. A afirmativa, do violeiro Armindo Nogueira, dá o tom exato do trabalho que ele mostra hoje à noite, no Chão Nativo, quando lança seu CD Regional Caipira.
Armindo é baiano de Santana, região do Médio São Francisco, mas desde criança está radicado em Brasília. Foi aqui que teve contatos com violeiros de Minas, Mato Grosso e Goiás, vivência que lhe aprimorou a arte do manejo da viola caipira.
“Ainda é um instrumento pouco usado e, por não produzir um ritmo comercial, não tem tido muita divulgação”, registra o músico. “Estamos brigando para popularizar a viola”.
Armindo segue a escola de Renato Teixeira e Almir Satter – nada a ver, portanto, com o oportunismo que emplaca alguns cantores auto-intitulados sertanejos, mas cujos trabalhos têm muito pouca afinidade com o sertão.
“Sou totalmente acústico”, costuma se definir. Por isso mesmo, ele é constantemente convidado a apresentar-se em shows com grande apelo popular, sendo assíduo, por exemplo, nos programas Brasil Caipira (às 10h30, domingo, na Bandeirantes), Porteira Aberta (hoje, às 6h30, na TV Brasília), Terra de Cowboy (hoje, às 15h55, na mesma emissora), Clima de Fazenda (domingo, 9h, Record) e Fórmula Horse (domingo, 10h, TV Brasília).
“A tendência da viola caipira é conquistar mais espaço”, anima-se. Sabe do que fala, com popularidade suficiente para garantir-lhe também uma agenda lotada em shows nos bares da cidade.
Armindo canta as coisas do coração na música de raiz. Não por acaso, aliás, apresenta-se com os filhos Herbert, no baixo e Tayhana (violão e voz), além do companheiro de estrada Edinaldo Lima, na percussão.