Menu
Promoções

VIAJANTE DA MÚSICA

Arquivo Geral

06/03/2004 0h00

Comemorando 30 anos de carreira, João Bosco inaugura nova temporada do Teatro Sesc Garagem dando mais uma chance aos brasilienses (o músico apresentou o mesmo show em julho de 2003) de conhecer seu último trabalho Malabaristas do Sinal Vermelho.

O 22º disco do compositor mineiro já completou um ano de vida (foi lançado em janeiro de 2003) e é com ele que João tem percorrido Europa, Ásia e Américas. “Adoro estar em diferentes lugares, rever amigos distantes. O problema é ter de pegar avião”, revela o músico que segue superando seu medo em nome da arte que faz.

Sobre o show atual, o músico revela que há poucas novidades. “Algumas músicas tiveram um rearranjamento acústico mas será um típico show de João Bosco. Com músicas do disco novo sim, mas com muita retrospectiva gostosa”. Sucessos como Desenhos de Giz, Jade, Papel Marché e a antológica O Bêbado e a Equilibrista não deverão faltar. Acompanhando o compositor, estarão no palco Nelson Faria (guitarra), Ney Conceição (contrabaixo) e Kiko Freitas (bateria).

Com relação ao CD, João explica com entusiasmo de onde nasceu sua inspiração. “O CD tem o brilho do Rio de Janeiro. Falo das conquistas, belezas, prazeres e também da turbulência da cidade onde moro, há 30 anos”. O antagonismo social enfocado pelo músico em Malabaristas não é novo. A reflexão, diz ele, está presente em seu trabalho desde o início da carreira. “Em 1976, cantei a violência carioca em Tiro de Misericórdia. O Brasil caminhava para isso, mas ainda tínhamos futuro. Agora, estamos naquele futuro de que tínhamos receio”. Bosco revela, porém, ainda ter muita esperança. “Há muita expectativa para esse governo e os problemas ético-sociais brasileiros são muito complicados, mas acredito que as coisas vão melhorar”.

Saindo do político em direção a outro terreno delicado, o músico também se posiciona frente à pirataria de CDs – crime que atinge todo o segmento musical. “É péssimo para todos nós. Mas acho também que (a pirataria) é decorrência de uma situação mercadológica. Muita gente compra o CD pirata porque ficou muito caro comprar um CD legal. Ou seja, o lucro também precisa ser revisto”, propõe.

Sobre novos projetos, Bosco diz que está para terminar o DVD do recente show, mas só pensará nisso após fazer uma pequena temporada em Nova York

    Você também pode gostar

    VIAJANTE DA MÚSICA

    Arquivo Geral

    06/03/2004 0h00

    Comemorando 30 anos de carreira, João Bosco inaugura nova temporada do Teatro Sesc Garagem dando mais uma chance aos brasilienses (o músico apresentou o mesmo show em julho de 2003) de conhecer seu último trabalho Malabaristas do Sinal Vermelho.

    O 22º disco do compositor mineiro já completou um ano de vida (foi lançado em janeiro de 2003) e é com ele que João tem percorrido Europa, Ásia e Américas. “Adoro estar em diferentes lugares, rever amigos distantes. O problema é ter de pegar avião”, revela o músico que segue superando seu medo em nome da arte que faz.

    Sobre o show atual, o músico revela que há poucas novidades. “Algumas músicas tiveram um rearranjamento acústico mas será um típico show de João Bosco. Com músicas do disco novo sim, mas com muita retrospectiva gostosa”. Sucessos como Desenhos de Giz, Jade, Papel Marché e a antológica O Bêbado e a Equilibrista não deverão faltar. Acompanhando o compositor, estarão no palco Nelson Faria (guitarra), Ney Conceição (contrabaixo) e Kiko Freitas (bateria).

    Com relação ao CD, João explica com entusiasmo de onde nasceu sua inspiração. “O CD tem o brilho do Rio de Janeiro. Falo das conquistas, belezas, prazeres e também da turbulência da cidade onde moro, há 30 anos”. O antagonismo social enfocado pelo músico em Malabaristas não é novo. A reflexão, diz ele, está presente em seu trabalho desde o início da carreira. “Em 1976, cantei a violência carioca em Tiro de Misericórdia. O Brasil caminhava para isso, mas ainda tínhamos futuro. Agora, estamos naquele futuro de que tínhamos receio”. Bosco revela, porém, ainda ter muita esperança. “Há muita expectativa para esse governo e os problemas ético-sociais brasileiros são muito complicados, mas acredito que as coisas vão melhorar”.

    Saindo do político em direção a outro terreno delicado, o músico também se posiciona frente à pirataria de CDs – crime que atinge todo o segmento musical. “É péssimo para todos nós. Mas acho também que (a pirataria) é decorrência de uma situação mercadológica. Muita gente compra o CD pirata porque ficou muito caro comprar um CD legal. Ou seja, o lucro também precisa ser revisto”, propõe.

    Sobre novos projetos, Bosco diz que está para terminar o DVD do recente show, mas só pensará nisso após fazer uma pequena temporada em Nova York

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado