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Viagem em busca da felicidade

Arquivo Geral

11/03/2004 0h00

Segundo Alain de Botton, as viagens estão entre as atividades que melhor revelam a dinâmica da busca pela felicidade, em todo seu ardor e seus paradoxos, pois elas expressam como poderia ser a vida fora das restrições do trabalho e da luta pela sobrevivência. É disso que trata seu novo livro, A Arte de Viajar, em que ele explica que mais importante que saber o que ver numa viagem é saber por que ver.

Best-seller em vários países, Botton conta como as viagens, a literatura e as artes plásticas se influenciam entre si. Neste ciclo infinito, muitas vidas encontram seu sentido. “Poucos segundos na vida são mais libertadores do que aqueles em que um avião levanta vôo para o céu”, escreve o autor.

Botton acredita que belas paisagens e hotéis de sonho não podem jamais garantir nossa felicidade – quem viaja levando a tristeza na bagagem dificilmente conseguirá fazer uma boa viagem. No entanto, esse é o comportamento de diversas pessoas. Como Charles Baudelaire, que dizia: “Para qualquer lugar! Qualquer lugar! Desde que eu saia deste mundo!”

Segundo o autor, nenhuma paragem amenizava as angústias de Baudelaire, tão lindamente expressadas em seus versos, que mais tarde encantariam o jovem pintor Edward Hopper numa viagem a Paris. A poesia do poeta francês o acompanharia pelo resto da vida e influenciaria seu trabalho, marcado por imagens de pessoas solitárias em lugares de grande movimento, como bares, lanchonetes, vagões de trem, saguões de hotéis e estradas. São paisagens normalmente desprezadas, mas vitais para os viajantes. Quase todas as figuras que Hopper pintou parecem estar sozinhas e longe de casa.

Para Botton, “as viagens são parteiras do pensamento”. Poucos lugares seriam mais propícios à reflexão do que um avião, um navio ou um trem em movimento. E quartos de hotel oferecem a oportunidade de fugirmos de nossos hábitos mentais, pois estamos longe de tudo que nos seja rotineiro ou familiar. O autor acredita que nosso entusiasmo com um lugar estrangeiro advém, muitas vezes, de nossas insatisfações com nosso próprio país.

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    11/03/2004 0h00

    Segundo Alain de Botton, as viagens estão entre as atividades que melhor revelam a dinâmica da busca pela felicidade, em todo seu ardor e seus paradoxos, pois elas expressam como poderia ser a vida fora das restrições do trabalho e da luta pela sobrevivência. É disso que trata seu novo livro, A Arte de Viajar, em que ele explica que mais importante que saber o que ver numa viagem é saber por que ver.

    Best-seller em vários países, Botton conta como as viagens, a literatura e as artes plásticas se influenciam entre si. Neste ciclo infinito, muitas vidas encontram seu sentido. “Poucos segundos na vida são mais libertadores do que aqueles em que um avião levanta vôo para o céu”, escreve o autor.

    Botton acredita que belas paisagens e hotéis de sonho não podem jamais garantir nossa felicidade – quem viaja levando a tristeza na bagagem dificilmente conseguirá fazer uma boa viagem. No entanto, esse é o comportamento de diversas pessoas. Como Charles Baudelaire, que dizia: “Para qualquer lugar! Qualquer lugar! Desde que eu saia deste mundo!”

    Segundo o autor, nenhuma paragem amenizava as angústias de Baudelaire, tão lindamente expressadas em seus versos, que mais tarde encantariam o jovem pintor Edward Hopper numa viagem a Paris. A poesia do poeta francês o acompanharia pelo resto da vida e influenciaria seu trabalho, marcado por imagens de pessoas solitárias em lugares de grande movimento, como bares, lanchonetes, vagões de trem, saguões de hotéis e estradas. São paisagens normalmente desprezadas, mas vitais para os viajantes. Quase todas as figuras que Hopper pintou parecem estar sozinhas e longe de casa.

    Para Botton, “as viagens são parteiras do pensamento”. Poucos lugares seriam mais propícios à reflexão do que um avião, um navio ou um trem em movimento. E quartos de hotel oferecem a oportunidade de fugirmos de nossos hábitos mentais, pois estamos longe de tudo que nos seja rotineiro ou familiar. O autor acredita que nosso entusiasmo com um lugar estrangeiro advém, muitas vezes, de nossas insatisfações com nosso próprio país.

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