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Verônica Ferriani e Pedro Miranda homenageiam Carmen Miranda no CCBB

Arquivo Geral

08/05/2009 0h00

Da redação do Clicabrasilia, por Anna Beatriz Lisbôa


A programação que comemora os 100 anos do nascimento de Carmen Miranda continua no Centro Cultural Banco do Brasil. Na segunda semana do projeto, sobem ao palco Verônica Ferriani e Pedro Miranda, para apresentarem ao público o repertório menos conhecido da cantora no show Disso É que eu gosto.


Com apresentação do pesquisador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) José Antônio Nonato, a segunda etapa do projeto tem como objetivo relembrar o lado B do repertório de Carmen Miranda. “São algumas pérolas do seu repertório”, resume o diretor artístico e musical Luís Filipe de Lima. “As músicas têm muito humor e também muitos números em duos”.


“A maioria do repertório é de raridades”, completa Verônica. “São canções menos conhecidas, mas em que ela deixou sua marca forte de interpretação”.  Na seleção entram os chamados “sambas de meio de ano”, lançados fora da época de carnaval, composições juninas, samba-choro, entre outros.


São canções, em sua maioria, gravadas nos anos 30, época em que Carmen fez sucesso na rádio brasileira, antes de se tornar uma estrela nos Estados Unidos. “A gente conhece mais a Carmen americana, do cinema, de Hollywood”, acredita Pedro Miranda. “A Carmen brasileira, do período que antecedeu tudo isso, é o seu lado menos conhecido”. 


Do repertório, Pedro destaca a bem-humorada Miss Sertão de Plínio de Britto e Domingos Margarinos, gravada em 1930, que compara as moças da capital, com “as moreninha cô de canela” do sertão. “A música tem essa linguagem brejeira do interior que estava na moda no Rio de Janeiro nos anos 30”, explica.


O cantor lembra que as músicas são de uma época em que os grandes compositores da música brasileira estavam começando suas atividades. É o caso de Noel Rosa, que junto com Hervé Clodovil, assina O Que É Que Você Fazia?, gravada em 1936. No entanto, a maior parte das músicas é da autoria de compositores pouco conhecidos como Sá Roris e Portelo Juno.


Verônica explica que muitas canções do repertório ela ouviu pela primeira vez durante a preparação para os shows. “Desse repertório tem muitas músicas que eu não tinha ouvido, ou que não sabia que ela tinha gravado. Foi um aprendizado geral para a equipe” afirma, lembrando das histórias e curiosidades da vida de Carmen que o apresentador introduz entre cada bloco de canções.


“Carmen foi uma artista muito grandiosa”, completa a cantora paulista. “Sua vida foi cheia de acontecimentos. Me identifico muito com sua brejeirice, ela ensina muito com seu jeito alegre, sua presença de palco, sua preocupação com a própria imagem. Ela foi uma artista completa, muito inspiradora.”

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