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Uso de cocaína provoca atitude irresponsável

Arquivo Geral

12/08/2004 0h00

A maioria dos usuários da cocaína nem imagina o que acontece com seu cérebro quando consome a droga abusivamente. Efeitos nada especiais como uma lesão na parte frontal do órgão pode ser uma dessas seqüelas. Esta reação foi constatada em estudo feito pelo Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea) do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. Isto pode explicar, inclusive, o motivo de os dependentes químicos, comumente, se envolverem em situações de risco, como manter relações sexuais sem camisinha, brigas, furtos, compartilhar seringas, entre outras.

A pesquisa Alterações Neuropsicológicas em Dependentes de Cocaína foi conduzida pelo neuropsicólogo Paulo Cunha e o psiquiatra Sérgio Nicastri. Os dois analisaram um grupo de 62 pessoas, 30 dependentes e 32 sem alterações psiquiátricas ou histórico de problemas no desenvolvimento neuropsicomotor.

Um detalhe: os dependentes químicos estavam em tratamento em regime de internação, o que exclui a possibilidade de interferência pelo uso recente da cocaína nos resultados da pesquisa.

Para avaliar as lesões provocadas pela droga, foram utilizados métodos modernos de exame do funcionamento do cérebro, como o SPECT, Single Photon Emission Tomography (uma espécie de tomografia computadorizada), além de novas técnicas de avaliação neuropsicológica.

“Pode-se afirmar que os indivíduos que costumavam fazer uso abusivo de cocaína demonstraram, com grau de significância estatística, problemas duradouros em regiões frontais do cérebro, que controlam o comportamento, raciocínio, tomada de decisões, emoções e personalidade”, argumenta o neuropsicólogo Paulo Cunha.

O psiquiatra Sérgio Nicastri, acredita que “o conhecimento a respeito de particularidades do funcionamento mental dos pacientes dependentes químicos (que sugerem déficits de funções relacionadas aos lobos frontais do cérebro) poderá ajudar os profissionais, tanto na seleção de técnicas de tratamentos mais eficazes, como no desenvolvimento de novas medicações que se liguem a receptores cerebrais específicos nas regiões frontais e que auxiliem o paciente na retomada mais breve do funcionamento normal do cérebro”.

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    12/08/2004 0h00

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    A pesquisa Alterações Neuropsicológicas em Dependentes de Cocaína foi conduzida pelo neuropsicólogo Paulo Cunha e o psiquiatra Sérgio Nicastri. Os dois analisaram um grupo de 62 pessoas, 30 dependentes e 32 sem alterações psiquiátricas ou histórico de problemas no desenvolvimento neuropsicomotor.

    Um detalhe: os dependentes químicos estavam em tratamento em regime de internação, o que exclui a possibilidade de interferência pelo uso recente da cocaína nos resultados da pesquisa.

    Para avaliar as lesões provocadas pela droga, foram utilizados métodos modernos de exame do funcionamento do cérebro, como o SPECT, Single Photon Emission Tomography (uma espécie de tomografia computadorizada), além de novas técnicas de avaliação neuropsicológica.

    “Pode-se afirmar que os indivíduos que costumavam fazer uso abusivo de cocaína demonstraram, com grau de significância estatística, problemas duradouros em regiões frontais do cérebro, que controlam o comportamento, raciocínio, tomada de decisões, emoções e personalidade”, argumenta o neuropsicólogo Paulo Cunha.

    O psiquiatra Sérgio Nicastri, acredita que “o conhecimento a respeito de particularidades do funcionamento mental dos pacientes dependentes químicos (que sugerem déficits de funções relacionadas aos lobos frontais do cérebro) poderá ajudar os profissionais, tanto na seleção de técnicas de tratamentos mais eficazes, como no desenvolvimento de novas medicações que se liguem a receptores cerebrais específicos nas regiões frontais e que auxiliem o paciente na retomada mais breve do funcionamento normal do cérebro”.

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