Os estúdios Universal decidiram não financiar “Tintin”, o projeto que reunirá Steven Spielberg e Peter Jackson, devido aos altos custos de produção e à incerteza sobre os lucros, informou hoje o jornal “Los Angeles Times”.
O projeto, do qual se espera filmar uma trilogia, se baseia no personagem criado pelo autor franco-belga George Remi, mais conhecido como Hergé, e seu universo será recriado por animação em 3D gerada por computador, utilizando técnicas de captura de movimento.
Os planos até agora incluíam que o primeiro dos filmes teria Spielberg como diretor e o segunda ficaria a cargo de Jackson, sem que se saiba ainda quem será o terceiro cineasta.
No entanto, o orçamento final de US$ 130 milhões fez com que o Universal voltasse atrás e obrigasse Spielberg e Jackson a buscar outro parceiro financeiro além da Paramount, que se mantém à frente do projeto.
Segundo o jornal, outro dos principais problemas para o Universal é que os diretores pretendem ficar com cerca de 30% da arrecadação final (bilheteria, DVD, televisão e outras vendas), cuja temática é muito popular na Europa, mas não tanto nos Estados Unidos, pelo que se considera um projeto arriscado.
Fontes ligadas ao projeto afirmaram ao jornal que “Tintin” teria que arrecadar US$ 425 milhões no mundo todo para que o projeto fosse rentável.
Outros filmes que estrearam e que usaram a inovação da animação em 3D e as técnicas de captura de movimento como “O Expresso Polar”, “A Lenda de Beowulf” ou “A Casa Monstro” arrecadaram valores muito abaixo desses US$ 425 milhões em escala global.
No final de agosto, Spielberg e Jackson exibiram uma mostra de dez minutos de como será o aspecto visual dos filmes a um grupo de dez executivos da Paramount, que agora estão analisando a situação e deverão anunciar em breve se financiam totalmente a produção da trilogia.