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Uma relação social com a moda

Arquivo Geral

01/10/2003 0h00

Das passarelas para o mundo acadêmico, a moda deu um salto alto sem criar saia justa para ninguém. A Editora Universidade de Brasília percebeu isto por meio da historiadora Maria do Carmo Teixeira Rainho, e lança, de sua autoria, o livro A cidade e a Moda, um estudo analítico sobre como a “boa sociedade” do Rio de Janeiro se relacionava com a roupa e a moda no decorrer século 19.

A autora deu início às suas pesquisas para a uma dissertação de mestrado em 1992 no Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura, da PUC-Rio. Suas fontes foram os jornais femininos, em especial as colunas de moda; os manuais de etiqueta da época que circulavam no Brasil e Portugal e das teses apresentadas à Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Maria do Carmo, que é historiadora do Arquivo nacional, observa que o século 19 foi “o século da explosão da moda, ou o século da moda por excelência”. Segundo ela, neste período a moda atinge um maior número de pessoas, da pequena e média burguesia da França e da Inglaterra. No Rio de Janeiro, escreve, as transformações no espaço urbano, a “europeização” dos costumes, o incremento do comércio e a intensificação da vida social “são os elementos que servem de pano de fundo para a difusão da moda”.

E conclui que essa moda emergente nasce de uma necessidade relacionada com a exigência que se impôs a partir da chegada da família real ao Brasil. Assim, desnuda-se uma sociedade que, por meio da aparência e não apenas do dinheiro e do poder, deixava visível as diferenças que marcavam o abismo entre a “boa sociedade” e a sociedade comum.

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    A autora deu início às suas pesquisas para a uma dissertação de mestrado em 1992 no Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura, da PUC-Rio. Suas fontes foram os jornais femininos, em especial as colunas de moda; os manuais de etiqueta da época que circulavam no Brasil e Portugal e das teses apresentadas à Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

    Maria do Carmo, que é historiadora do Arquivo nacional, observa que o século 19 foi “o século da explosão da moda, ou o século da moda por excelência”. Segundo ela, neste período a moda atinge um maior número de pessoas, da pequena e média burguesia da França e da Inglaterra. No Rio de Janeiro, escreve, as transformações no espaço urbano, a “europeização” dos costumes, o incremento do comércio e a intensificação da vida social “são os elementos que servem de pano de fundo para a difusão da moda”.

    E conclui que essa moda emergente nasce de uma necessidade relacionada com a exigência que se impôs a partir da chegada da família real ao Brasil. Assim, desnuda-se uma sociedade que, por meio da aparência e não apenas do dinheiro e do poder, deixava visível as diferenças que marcavam o abismo entre a “boa sociedade” e a sociedade comum.

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