Se fosse fiel ao romance A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães, a atual novela da Record já teria terminado. Mas foi esticada, de 140 para 170 capítulos, por conta da boa audiência. Afinal, em vários dias, consegue o segundo lugar, perdendo apenas para a Globo.
Daí, em vez de acabar com a destrambelhada tentativa de enlace da escrava com o corcunda Belchior (Ewerton de Castro), Isaura (Bianca Rinaldi) terá nova fuga e até um bem-sucedido casamento.
“O Álvaro (Théo Becker) a leva para uma mata, onde fez uma casa. Mas ele tem uma recaída de febre amarela e, como a viram na estrada vestida de noiva, o Leôncio (Leopoldo Pacheco) os encontra”, conta o autor, Tiago Santiago.
Serão cenas emocionantes do vaivém da escrava para fugir da cobiça de Leôncio. Quando perceber que estão cercados, Álvaro avança com seu cavalo em direção a Leôncio, para que Isaura fuja. Só que uma serpente vai assustar o animal, que empina e Álvaro cai.
“O Leôncio aproveita e atira no coração dele”, conta Tiago. Só que o amor da escrava não morre e será salvo por um milagre. “Ele só fica desacordado, porque o tiro bate numa medalha do brasão da família dele que estava em cima de uma bíblia no bolso”, antecipa o autor.
Acreditando que Álvaro morreu, a escrava será recapturada por seu dono e volta a penar. “Leôncio vai colocá-la no pelourinho. Mas aí, o Álvaro vai ganhar a alforria dela ao se apossar de todos os bens de Leôncio quando pagar suas dívidas”, explica Tiago. Só que nem assim, a tortura dela vai acabar. Depois de se casar finalmente com Álvaro, será seqüestrada pelo ex-dono.